PERCEPÇÃO: A IMPORTÂNCIA DE TER CONSCIÊNCIA DA SUA EXISTÊNCIA

Por: Michaell Lange

Londres, 18/04/18 –

Nosso mundo é determinado pelo modo como nossos sensores naturais captam o que acontece a nossa volta. Nossa capacidade de ver, ouvir, sentir, e perceber as coisas, é chamada de percepção. É a percepção que guia nossas decisões diárias, seja as decisões mais simples como experimentar uma comida nova por conta do cheiro, ou eleger um presidente da república por conta do que sentimos. Porém, se nossas percepções forem errôneas ou manipuladas por constantes ataques de forças externas (propaganda), isso significa que estamos tomando decisões erradas.

O tema percepção é tão abrangente e presente em nossas vidas que para fazer justiça a causa teríamos que ficar aqui falando sobre isso para sempre. Por isso, ficaremos com exemplos bem básicos, porém não menos importantes, sobre a importância de termos consciência e controle das nossas percepções.

Nossa percepção por tanto, é alvo constante de investidas positivas e negativas de pessoas e empresas (forças externas) que desejam nos convencer de algo que não necessariamente, sejam de nosso interesse e benefício. Todos os dias somos bombardeados por propagandas tentando nos vender algo que muitas vezes não precisamos. O vendedor sabe que se ele conseguir mudar nossa percepção, ele pode estar criando uma necessidade que até então não existia, e é essa mudança de percepção que irá nos convencer a comprar algo que não precisamos. Nesse caso, a melhor forma de defesa é o questionamento. Sera que realmente preciso comprar isso? Minha esposa costumava chegar em casa com coisas que de fato, não precisávamos. Quando questionada, ela dizia: “Estava na promoção!” ou seja, a percepção de um preço baixo a convenceu de comprar algo que não precisávamos. Esse é um exemplo simples e inocente de como nossas percepções podem ser manipuladas por forças externas. Afinal, quem nunca se rendeu ao poder sedutor de um chocolate? Mas, há outros exemplos mais graves e com consequências mais sérias e duradouras.

A mídia, seja televisiva, de radio, impressa ou eletrônica, tem um poder incalculável de convencer pessoas (desavisadas) de coisas totalmente inacreditáveis. Quando um candidato político faz campanha para ser eleito a um cargo público, seus “marketeiros” usam de meios absurdos para convencer o eleitorado. O uso de celebridades como atores de novelas, cantores e outros artistas em propaganda política é largamente explorado por conta da sua eficiência. Pode parecer surreal, mas ainda há pessoas que são convencidas a votar em um determinado candidato apenas porque seu jogador de futebol favorito declarou apoio a ele, por exemplo. Sera que nós, eleitores, não deveríamos decidir nosso voto de acordo com o histórico do candidato, sua proposta de governo, os custos e a viabilidade da sua proposta, e jamais votar em alguém apenas porque o Pablo Vittar ou o Neimar declaram apoio a ele/ela? A manipulação da percepção do eleitor nesse caso, tem consequências graves e duradouras no futuro do nosso país e no bem estar dos nossos cidadãos.

Tenha o controle da sua percepção!

Sempre que alguém tentar lhe vender algo, pergunte-se: Sera que realmente preciso disso? Sera que devo comprar apenas porque esta na promoção? Questionar, é uma ferramenta extremamente poderosa e pode nos salvar de verdadeiras enrascadas. O questionamento é um regulador natural da nossa percepção e nos permite ter mais controle sobre nossos sensores perceptivos.

Teste: Quando você ouve falar de um país como por exemplo, Cuba, EUA, Russia, Inglaterra, França. Qual é a sua percepção com relação a estes países? Se você nunca visitou estes lugares pessoalmente, o que ou quem lhe convenceu de ter esta percepção? Sera que a sua percepção esta mesmo de acordo com a realidade destes países? O mesmo vale para pessoas, empresas e outras organizações. Lembre-se sempre que as suas decisões diárias são baseadas nas suas percepções, e se você não tem o controle das suas percepções, isso significa que alguém esta tomando decisões por você.

 

 

 

RUSSIA, THE BRITISH MEDIA AND THE SALISBURY ATTACK

By: Michaell Lange,

London, 08/03/18 –

Last Sunday (04), Russian former double agent Sergei Skripal and his daughter were victims of a chemical attack in Salisbury, England. Both are critically ill in hospital. A police officer which helped when they collapsed near the restaurant they were in, was also hospitalised, but thought to be now, out of danger.

Last Sunday’s attack reminds us of a similar case when another double Russian agent Alexander Litvinenko was poisoned at a hotel in London in 2006, which investigators concluded it most probably had been carried out with the approval of the Kremlin.

Soon after the identity of the victims of this attack became public, the media jumped at the speculation that it was just another case of state style assassination. Both Alexander Litvinenko killed in 2006, and Sergei Skripal, now fighting for his life after Sundays chemical attack, were accused by the Kremlin to have passed information to the British Secret Service, the MI6. Although, the agents always denied these accusations.

It is not a surprise that the British media was quick to assume that Russia must be behind the attack. However, we also know now that Sergei was working on cyber security, which will almost certainly give more food for thoughts to the investigators. It seems the British media loves any opportunity to criticise Russia and its president Vladimir Putin. But, how much different from other states Russia’s behaviour really is?

The first thing one must understand is that we cannot analise Russia differently than the way we analise any other country. Countries behave in a way to protect and pursuit their interests. Realism thinking explains well state behaviour. States compete against each other and they never trust each other. Even within the so called Five Eyes, a group of countries made by The USA, The UK, Australia, Canada and New Zealand, there are mistrust and competition. States always compete for power and therefore, against each other!

Russia, like any other country in the world, has the right to defend itself. However, the media appears to treat Russia in a different way as if Russians should follow a different rule from the rest of the world. The Media poses president Vladimir Putin as a bad guy who wants to invade the whole world and make Russian the world’s number one language. But, let’s be honest, to believe that Putin has the will or even the power to take on the rest of the world is nothing but a bad joke.

The state of Russia behaves just like any other country in the world. They want to stay alive, protect their interests and when possible, yes, pursuit their importance in the world stage.

Here in Britain, just a few weeks ago we were debating whether we should kill British nationals or non-nationals abroad, whenever they pose a threat to the UK. The fact is, when we identify a threat we send a drone to blow them up, and in many cases, we blow up innocent women and children together with our target. We invade other states air space to kill people we don’t like, so if Russia is doing the same we should not be surprised. Of course we are all horrified with the possibility of Russian agents killing people on the streets of Britain. It’s totally unacceptable! But, this is just the way International Relations works. Diplomacy followed by, or together with, direct or proxy actions.

States will do whatever they need to do to defend their interests, either for instance, by arresting Chelsea Manning, Edward Snowden and Julian Assange, or killing, using secret service agents and drones. Dr kelly’s death still causing questions as wether he killed himself or was assassinated for exposing the truth about Iraq weapons of mass destruction.

If Russia is found to be behind this attack, we must respond with actions such as visa restrictions, and possibly banning Russians from buying property, companies or invest in the UK, though it is very unlikely since conservatives receive hundreds of millions of Pounds in Russians donation.

Although, so far we know very little about last weekend attack in Salisbury, most of us would agree that there is a high probability that Russia could well be behind this attack. Nevertheless, no matter how unacceptable this behaviour might be, we should not judge Russia’s behaviour any differently than the way we judge ourselves. All we know so far is that Sergei is a former Russian spy and was victim of a chemical attack. Anything beyond that is pure and simple opportunistic speculation.

 

COMO VOTAR NAS ELEIÇÕES DE 2018

Por: Michaell Lange,

Londres, 14/02/18 –

As eleições de 2018 será nossa grande oportunidade para mostrarmos aos políticos Brasileiros que a farra acabou. Será nossa oportunidade de votarmos com consciência, e ao mesmo tempo, com toda a nossa indignação e desprezo com aqueles que traíram nossa confiança.

A pergunta que venho fazendo ja a alguns meses é; como devo votar em 2018? “como derrubar dois corruptos com um único voto? ”

Acredito que qualquer Brasileiro com o mínimo de bom senso, não irá votar em políticos envolvidos na lava jato ou em qualquer outro escândalo de corrupção. Só aí ja cai 70% dos políticos em cargos públicos federais atualmente. Se incluirmos a essa lista todos os velhos caciques que ja estão a mais de 10 anos em cargos de Deputados, Senadores e governadores, a lista dos “votáveis” fica abaixo dos 5%. Afinal de contas, qual seria a justificativa para você dar mais uma chance a ladrões convictos e reincidentes? Esqueça a Lei da ficha limpa, crie sua própria lei da ficha limpa, e não vote em corrupto convicto!

Não faz sentido algum você criticar o induto que muitos presos recebem para passar o Natal em casa e por outro lado, votar em ladrão para administrar o bem público. Tenho certeza que ninguém contrataria um ladrão convicto para ser o diretor financeiro da sua empresa. Então, por que você elegeria ladrões para cuidar do dinheiro público?

Uma boa idéia seria talvez, votarmos em candidatos jovens, que de preferência não sejam filhos, sobrinhos ou netos das raposas que estão no poder hoje. Também seria uma opção votarmos para partidos novos e rejeitarmos totalmente os 5 maiores partidos políticos atuais. Afinal, ja esta mais que provado que a prioridade deles não é ajudar o Brasil. Não podemos perdoar esse pessoal que usou e abusou do dinheiro público enquanto nosso povo apodrecia nos hospitais. Eles querem, e irão fazer de tudo para ganhar mais uma chance e permanecer no poder para se beneficiarem do oba-oba que é governo do nosso país. Meu conselho é simples; Não dê chance a ninguém! Não reeleja nenhum destes vagabundos que tanto mau fazem a nossa nação! A nossa chance de acabar com a farra deles chegou. Vamos dar chance a quem nunca foi eleito. Não podemos desperdiçar esta chance. Esta seria a forma de maximizar nossa indignação com aqueles que estão no poder hoje, Deputados, Senadores, governadores e o próprio presidente. Se você odeia bandidos, não eleja ladrões em 2018!

A PROPOSTA DE GOVERNO

Existe um equivoco promovido por algumas pessoas na qual afirma-se que caso a maioria dos eleitores não votarem ou votarem nulo ou branco, as eleições são canceladas. De fato, essa Lei não existe. Indiferente do numero de votos brancos e nulos, o candidato com maior numero de votos válidos será eleito. Por tanto, é importante votar em alguém.

Tendo em mente que é necessário usarmos o poder do voto com sabedoria, a proposta de governo do candidato, bem como seu plano de implementação e financiamento, devem ser levados em consideração na hora de escolher em quem votar. Lembre-se, a lista de votáveis deve ficar nos 5% dos candidatos em 2018.

infelizmente, os candidatos dos principais partidos políticos oferecem apenas duas opções de governo, e nenhuma delas é a opção ideal para o Brasil. Os principais partidos de esquerda, oferecem uma participação forte e atuante nas questões públicas, com empresas estatais e alta regulamentação do mercado (o chamado estado grande).

Ja os principais partidos de direita, oferecem a minimização das participações do estado nas questões públicas e econômicas, promoção de um mercado livre, baixas taxas de juros e privatizações.

Mas, estas duas propostas de governo ja foram postas a prova e nenhuma delas beneficiou o Brasil. Pessoalmente, acredito que a proposta de governo que ganharia meu voto hoje, é a descentralização do governo federal. O governo federal precisa devolver o poder aos estados e municípios, assim como funciona nos EUA. A centralização do poder federal em Brasilia, facilita a corrupção e a impunidade dos corruptos. Além disso, o Brasil perde bilhões de Reais só em repasses de verbas para a união. Isso precisa acabar!

No Reino Unido, no final dos anos 90, o então Primeiro Ministro Tony Blair, implantou a proposta de devolução. Apesar do sistema político Britânico ser diferente do Brasileiro, a devolução Britânica é semelhante ao que deveria ser implantado no Brasil. No Reino Unido, o governo central representado pelo Parlamento Britânico em Londres, criou o parlamento Escocês, o Parlamento Irlandês e a Assembléia do país de Gales. Dessa forma, o governo central em Londres, que antes tomava todas as decisões, passou a enviar parte do orçamento para os outros parlamentos que passaram a decidir como usar estas verbas de acordo com as suas prioridades. No Brasil, a devolução teria que ser feita por meio de uma nova constituinte como parte de uma reforma política profunda. Uma vez aprovada, os repasses para a união se limitariam a uma fração da riqueza produzida pelos estados. Por consequência, cada estado teria o poder de manter a grande parte da riqueza produzida localmente (PIB local), para ser usado de acordo com as prioridades determinadas pelo governo do estado juntamente com seus representante municipais. Este sistema acabaria com a farra do dinheiro público na capital federal, e cada estado seria responsável pelos seus corruptos.

A reforma do sistema político Brasileiro chegou a ser noticia anos atrás, mas logo foi esquecida ja que, sem pressão popular é quase impossível fazer o Congresso Nacional votar a favor da diminuição do seu poder sobre as riquezas produzidas pelos estados da federação. A reforma do sistema político Brasileiro deve ser prioridade novamente em 2018. Precisamos trazer a reforma política de volta para a mesa de debates e para os noticiários.

Estas questões ao meu ver, fazem das eleições de 2018, o processo eleitoral mais importante da história do Brasil. Resta saber se o Brasileiro esta de fato, disposto a usar seu poder de voto para derrubar aqueles que roubaram o país, ou disposto apenas para eleger o candidato escolhido pela mídia. Como você irá votar em 2018?

MULHER ELEITORA

Por: Michaell Lange,

Londres, 06/02/18 –

 

Hoje os Britânicos comemoram o centenário da aprovação parlamentar do chamado Representation of the people Act  – “Ato de representação do Povo” de 1918, que deu direito as mulheres Britânicas acima de 30 anos e proprietárias de imóveis, de votarem e serem votadas. Apenas em 1928 o direito de voto foi concedido a todas as mulheres. Mas não foi uma conquista fácil, sobretudo por conta de um empasse político entre os dois maiores partidos da época, os Conservadores e liberais, que temiam as consequências da aprovação desse direito. Durante décadas, mais de 1300 mulheres ativistas foram presas e processadas pelo governo. Mas, foi a participação decisiva das mulheres na Primeira Guerra Mundial que fez as opiniões mudarem em favor das mulheres.

Junto com as comemorações do centenário do direito das mulheres ao voto, o governo Britânico estuda a proposta do líder do Partido dos Trabalhadores, Jeremy Corbyn, para um pedido oficial de desculpas do governo e pelo perdão e remoção dos nomes das mulheres presas durante a campanha pelo voto feminino, da fixa criminal do país.

No Brasil, a luta pelo direito das mulheres de votar e serem votadas, durou mais de 100 anos. Foi apenas em 1933 que as mulheres do Brasil tiveram seus direitos reconhecidos pelo governo. A Constituição de 1824, não restringia especificamente o voto das mulheres, apenas dava direito de voto para todo cidadão acima de 21 anos. Porém, o conceito de cidadão da época não incluía as mulheres. A Potiguar Celina Guimarães foi a primeira mulher a ter conseguido o direito de votar após cumprir todas as exigências estabelecidas pelo governo. Mas, foram os estados de Minas Gerais e Rio Grande do Norte os grandes pioneiros do movimento. Outro nome de destaque dessa conquista é a da Mineira Miêtta Santiago, que ao retornar da Europa com apenas 20 anos de idade, descobriu em 1928, que a proibição do voto feminino feria o artigo 70 da Constituição Brasileira de 1891 que ainda estava em vigor. Carlos Drummond de Andrade teria ficado tão impressionado que dedicou o poema Mulher Eleitora a jovem Mineira, que além de votar, votou em si mesma.

É importante frisarmos que o direito da mulher, seja de votar ou trabalhar com ou sem o consentimento do marido, ou quaisquer outros direitos cuja o homem historicamente limitou-se a dar-se a si mesmo, sempre existiu. A luta nunca é portanto, pelo direito em si, mas pelo seu reconhecimento. Ainda hoje as mulheres são submetidas aos mais inaceitáveis abusos cometidos por homens que ainda acreditam serem superiores. Apesar do movimento feminista ter adotado diferentes frentes ao longo dos anos, o objetivo central continua sendo o mesmo, o reconhecimento de igualdade de direitos com relação aos homens.

Mesmo completando 100 anos da conquista do direito de votar das Britânicas, as mulheres do Reino Unido, continuam a ganhar em média 15% a menos que os homens trabalhando na mesma função. A Nova Zelândia foi o primeiro país a legalizar o voto feminino em 1893. Apesar das grandes conquistas, a luta continua!

 

 

IS IT THE BEGINNING OF THE END FOR THE GIG ECONOMY?

By: Michaell Lange,

London, 26/09/17 –

London private hire drivers have won this week two major battles against two of the biggest minicab operators in a campaign to end the so called gig economy. After Uber had lost their operation licence in London, yesterday (25) was Addison Lees turn to lose a court case at a London Employment Tribunal which ruled that Addison Lee wrongly classed their drivers as self-employed. It has been a major blow for the operator and a incredible victory for drivers who have been fighting for years for better working conditions and better payment practices.

The TFL decision to refuse Ubers licence is not in any shape or form a decision against the drivers, quit the opposite. Uber drivers should celebrate this decision as it will force Uber to improve their working conditions, payment rates and terms of contract. The company will have to present Transport For London (TFL), a very good plan to tackle their bad practices in order to have their licence back, which can only means, better service for drivers and passengers. Uber don’t have to give much away in order to comply with the same rules as everyone else. Lose a market as big as London however, will be a huge blow for the business which can also lead for similar actions in other cities around the world. Personally, I don’t want Uber to go. Its undeniable that Uber offers an important service for the public, but the company must stick to the Law of the land, improve its practices and pay their drivers a decent share of the profit. Uber isn’t unique!  In the United States, there are plenty of similar operators such as Lyft.com that would be more than happy to replace Uber in London in case they fail to get their licence back. Nevertheless, I strongly doubt Uber will let London slip away.

It’s never been a more important time for private hire drivers to register to workers unions such as GMB and UPHD and help to keep the pressure on companies and regulators.

Addison Lee drivers have also a lot to celebrate this week. They made it clear they will not back off and let themselves be exploited and mistreated by greedy employers. Addison Lee drivers have fought a long way since the protests in Berkeley Square in central London, and this week the judges have recognised that Addison Lee drivers are workers and not self-employers. It is a major step forward to stop the gig economy from eroding  the bases of our society. There has been too much suffering and discontent among drivers, and for too long they have been totally ignored by operators. The tides are shifting now and professional drivers must not miss this opportunity to make lasting changes towards a safer and fairer industry.

But, none of these victories would be possible without the incredible support from our unions. Without them, it would be almost impossible for the drivers alone to fight multimillion pounds corporations in court. These corporations would most certainly continued to have their ways. But the unions were there to protect and fight for workers rights. We should be very proud and thankful for their support!

Workers must understand the importance of unions in making the justice system and the government to comply with their social responsibilities.

It is also important to understand that we cannot have a Margaret Thatcher style deregulated market, because as we know, it puts public and workers in danger of being exploited by ruthless multinational corporations. But we also cannot allow a Hugo Chaves over-regulated market, because it clearly don’t give business a fair field to operate. We must seek to find a middle ground where business are free to flourish, but the public and workers rights can at the same time, be secure and protected from abuse. London is indeed, open for business! But the message is clear, British workers will not tolerate businesses operating outside the Law. London has taken a leading position to show the world that a gig economy has no place in a fair society. Addison Lee, Uber and other companies must understand the message and accept their social responsibilities. It might not be the end of the gig economy, but it is certainly a step in that direction. London drivers will not back off!

 

 

O EXEMPLO A SER SEGUIDO

By: Michaell Lange,

London, 10/08/17 –

 

Como você classificaria um país onde: O seguro desemprego é vitalício. Todas as crianças do país recebem R$350 Reais por mês até completarem 16 anos e não há discriminação de renda familiar. A educação é totalmente gratuita incluindo a universidade. Adultos pagam no máximo R$50 Reais por receita médica para qualquer medicamento, sendo que o governo subsidia o restante do valor ou até 100% do valor do medicamento. O sistema de saúde é totalmente gratuito e um dos melhores do mundo. A licença maternidade é de 1 ano a 18 meses, podendo ser intercalado entre pai e mãe com até 80% do valor do salário pago. Famílias em dificuldades financeiras recebem ajuda para pagar aluguel ou recebem casas do governo por tempo indeterminado. Demissões são proibidas, com raras exceções. O trabalhador tem direito a uma semana de férias paga a cada três meses. Quem recebe até R$50 mil Reais de salário por ano, não paga o INSS, e o trabalhador só precisa trabalhar por dois anos para ter direito a aposentadoria. Além disso tudo, não existe pena de morte, a venda de armas é proibida, e os indices de violência e criminalidade são os menores do mundo.

Muita gente classificaria esse país como utópico. Eu classifico como Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Holanda, Canada e Noruega. Eu incluiria também nessa lista o próprio projeto da União Européia ou seja, não é utopia, eu chamo isso de Democracia Socialista. A Democracia Socialista é ao meu ver, o verdadeiro Socialismo porque é de fato pro-sociedade ou que trabalha em prol da sociedade. O outro Socialismo, com base no Marxismo, é o que eu chamo de Socialismo falso ou burro, porque trás no rótulo um produto quando na verdade é outro. Se o estado ou o governo na forma de sociedade, controla todas as formas de produção, isso não pode ser chamado de Socialismo ou Comunismo. De fato, se o estado controla todas as formas de produção, então trata-se de um regime totalitarista. Você não compraria 1kg de Picanha sabendo que dentro do saco ao invés de carne houvesse na verdade um 1kg de bananas. Então, por que você compraria Socialismo por Totalitarismo? O totalitarismo não tem lado político, ele pode ser tanto de direita quanto de esquerda, assim como é a ditadura. Hitler era um ditador totalitarista de direita. Stalin era um ditador, totalitarista de esquerda.

A Democracia Socialista não pode ser totalitária nem ditadora porque é democrática. A Democracia Socialista não distribui a produção igualmente, mas fornece as oportunidades para que cada cidadão possa exercer suas atribuições livremente. O cidadão que tem ambição e deseja construir um império, tem caminho livre para realizar seus sonhos, assim como aqueles que não tem condições por razões diversas, não são esquecidos pela sociedade.

A Democracia Socialista é diferente da Democracia Capitalista. Na Democracia Capitalista a sociedade não é importante. O individualismo e o capital são os principais atores do sistema. Se você não tem dinheiro para sobreviver e pagar seus custos como por exemplo um tratamento médico, você esta condenado. Nos EUA, 50 milhões de Americanos não tem acesso a saúde porque não há sistema de saúde pública. Você paga um plano de saúde privado ou não tem acesso a tratamento médico. O premiado documentário SICKO, do produtor Americano Michael Moore, faz uma profunda critica ao sistema de saúde Americano e como as pessoas que não tem condições de pagar, tem um dos direitos mais básicos negado pelo estado. Nas Democracias Socialistas isso não acontece. Todos tem total acesso a saúde indiferente da sua condição social e econômica. Você será atendido e tratado sem custo adicional e sem importar o custo do tratamento. De fato, no Reino Unido, se você não tem condições financeiras, o hospital ira busca-lo em casa e depois o leva de volta. É importante frisar que o dinheiro para pagar tudo isso não cai do céu, ele vem dos impostos que são posteriormente redistribuídos em benefícios sociais para todos os cidadãos. Na Democracia Socialista o estado é forte e participativo. O bem estar do cidadão é prioridade. Na Democracia Capitalista o estado é mínimo. É quase um caso de cada um por si e Deus por todos.

Mas, nem tudo são estrelas nas Democracias Socialistas. As sucessões de governos de esquerda e direita fazem a linha Socialista oscilar hora mais para direita, hora muito para a esquerda. O atual governo conservador Britânico por exemplo, mesmo levando um grande susto nas últimas eleições em Junho quando tinha uma vantagem de 20 pontos percentuais antes das eleições e quase se transformou na maior derrota conservadora da sua história, vem promovendo sucessivos cortes orçamentários no sistema de saúde e benefícios sociais que podem levar ao colapso o chamado welfare state, que é a base da Democracia Socialista. Na Alemanha, Angela Merkel na tentativa de equilibrar o número de trabalhadores que a anos vem diminuindo no país, abriu as portas para imigrantes e refugiados causando convulsões políticas e sociais em seu país. A saída do Reino Unido da União Européia, o chamado Brexit, colocou em cheque a fortaleza do projeto Socialista Europeu.

As maiores criticas ao sistema Democrático Socialista é o grande número de benefícios sociais e o poder do estado em regulamentar a economia. Mas sejamos francos, qual seria a justificativa em pagar altos impostos se não o de recebe-los de volta em benefícios sociais? Qual seria a justificativa da existência de um estado senão o de priorizar as necessidades e a proteção dos seus cidadãos?

É importante que o Brasileiro entenda que os benefícios sociais não são gratuitos, eles são o retorno dos impostos que pagamos. E não é nenhum pecado capital querer receber seus impostos de volta, nem que seja para pagar o tratamento médico de pessoas que você nem conhece. O modelo econômico social promovido pelos países da Europa tem um histórico de sucesso que deve ser seguido pelos Brasileiros. Os EUA não é nem de longe um exemplo de sucesso. Com uma dívida de $20 trilhões de Dólares e 50 milhões de cidadãos sem acesso a saúde, os Americanos passam longe da boa vida levada pelos Europeus, sobretudo Alemães e Escandinavos.

A Democracia Socialista não é uma utopia, ela existe e é apreciada por milhares de Brasileiros que vivem na Europa. Quando a questão é qualidade de vida e uma sociedade de sucesso, a Europa é o exemplo a ser seguido…