JESUS CRISTO, OS CRISTÃOS E A POLÍTICA

Por: Michaell Lange,

Londres, 13/05/18 –

A corrupção não afeta apenas o governo. A corrupção afeta todas as esferas humanas, incluindo a fé, a religião e a igreja. A corrupção afeta também nossos valores e virtudes que são, ou deveriam ser, a base de sustentação da nossa sociedade. No Ocidente, os valores Morais e éticos foram promovidos principalmente pelo Cristianismo. Mas, tais virtudes e princípios não são necessariamente dependentes da religião. Outros valores como a liberdade, o espirito crítico, a cooperação, inovação, criatividade, entre outros valores, foram desenvolvidos e conquistados ao longo do tempo por movimentos sociais, como por exemplo, os rebeldes Ingleses que no ano de 1215 fizeram o então, Rei João, assinar a Magna Carta, que é considerada por muitos, a primeira constituição oficial a garantir as liberdades do indivíduo e proteje-los contra a tirania das autoridades.

Porém, o maior promotor de valores Morais, Éticos e humanos, viveu a mais de dois mil anos atrás, e se chamava Jesus de Nazaré. Seus ensinamentos foram tão importantes para a sociedade humana, que mesmo passados dois mil anos do seu assassinato, Jesus continua sendo a pessoa mais reconhecida do mundo. A forma com que falo de Jesus aqui, não é religiosa. Não sou religioso. Mas, sou um grande admirador e seguidor dos princípios e ensinamentos de Jesus. E, por ser seguidor de seus ensinamentos, me considero Cristão, um Cristão sem religião.

A crise moral que vivemos hoje esta exposta, ao meu ver, na corrupção do ser humano atual diante dos ensinamentos deixados por Jesus. Os ensinamentos foram corrompidos e transformados em uma monstruosidade cuja a própria Bíblia ja previa, mas muitos Cristãos não deram, e continuam não dando a devida atenção. Arrisco a dizer aqui que atualmente, a grande maioria daqueles que se consideram Cristãos, são de fato, o oposto disso. O Cristão não é simplesmente aquele que vai a igreja, que ora, e lê a Bíblia. O Cristão é aquele que segue Cristo, seus ensinamentos, seus valores, e procura ser uma pessoa melhor a cada dia ou seja, ser o mais próximo daquele que foi Jesus.  Não é possível ser Cristão e promover o ódio, a discórdia e a intolerância.

Jesus dedicou sua vida a promoção do Amor, da tolerância, da caridade, do perdão, da compaixão. Jesus nos ensinou a compartilhar o pão. Jesus lutou e protestou contra o autoritarismo.  Ajudou os mais pobres, os odiados, os rejeitados, e pediu para que seus seguidores fizessem o mesmo. Jesus nos pediu para não sermos hipócritas, mas sinceros. Jesus pediu para amarmos nossos inimigos e procurar a reconciliação ao invés do ódio. Estes, foram ensinamentos claros de como seus seguidores deveriam se comportar.

Toda uma vida dedicada a promoção do Amor ao próximo, do perdão, da compaixão e da tolerância. Valores estes que ficaram evidentes no momento da sua morte. A crucificação de Jesus foi a prova da grandiosidade do seu espirito. Mesmo sendo brutalmente torturado, Jesus Amou seus algozes, orou por eles, e pediu a Deus por suas almas. Eis aí um verdadeiro Cristão. Aquele que perdoa o assassino do seu próprio filho. Aquele que ama quem lhe quer fazer o mau. Aquele que tolera as diferenças. Aquele que compartilha o pão. Aquele que promove o Amor nos momentos em que o ódio é mais sedutor. Aquele que ajuda os rejeitados.

Jesus é Amor, não é ódio! O objetivo do Cristão deve ser o de ser aquele que jesus foi no momento da sua crucificação. Amor puro! Amor que salva!

Como pode alguém idolatrar aquele que promove a intolerância, o ódio, a divisão, a tortura, a morte, a indiferença, o revanchismo, a vingança e a brutalidade ao próximo, e ter a coragem de se dizer Cristão? Como pode um dito Cristão, compactuar e promover sentimentos e comportamentos totalmente avessos aqueles praticados por Jesus?

Jesus foi assassinado pelo autoritarismo ganancioso do poder. Jesus foi torturado e morto para que seus ensinamentos jamais fossem esquecidos. Jesus foi crucificado para que o caminho do bem fosse tão claro aos Cristãos, que nenhuma força seria capaz de corromper a verdade que os levaria a salvação. Mas, muitos Cristãos hoje, preferiram se juntar aos falsos profetas. Falsos profetas que conduzem seus corrompidos de volta a escuridão. A escuridão do olho por olho, dente por dente. A escuridão do ódio e da intolerância. Não são Cristãos. Podem até ser mitos, mas assim nunca serão Cristãos… Jesus pediu por vossos arrependimentos. Arrependam-se!

 

Sera Que Seu Comportamento Reflete Os Valores E As Virtudes Que Você Acredita?

By: Michaell Lange.

London, 17/10/15 –

A idéia de escrever este artigo não é criticar nenhuma religião em particular, nem mesmo se trata de uma critica a religião. A critica desse artigo esta diretamente direcionada ao ser humano e a forma como nos comunicamos e nos comportamos de acordo com nossas crenças ou de forma contraria as nossas crenças e valores. Mesmo não sendo uma critica a religião, a base critica desse artigo tem a religião como foco principal por ser uma instituição compartilhada por quase 100% da população mundial e seus princípios e ensinamentos estão diretamente ligados as contradições que eu pretendo questionar abaixo. Tais questionamentos devem ser compreendidos como uma necessidade constante de exercitar nosso próprio comportamento em relação ao que acreditamos. Sera que meu comportamento e minhas atitudes estão de acordo com as crenças e valores que eu acredito?

É uma situação irônica e trágica ao mesmo tempo. Mas, o reflexo da realidade do mundo em que vivemos conta uma história bem diferente sobre aquilo em que acreditamos. Na base fundamental de todas as religiões estão inseridos princípios e valores muito similares. As três maiores religiões do mundo, Cristianismo, Islamismo e Hinduísmo, somam juntas um total de quase 5 bilhões de seguidores. O Cristianismo apresenta como valores fundamentais a renuncia da violência, o perdão e o amor incondicional a Deus e ao próximo. O islamismo tem a Paz como conceito básico. A tradução Árabe para a palavra “Islam” é comumente aceito como: Submissão aos desejos e as vontades de deus. Segundo o Alcorão, o livro sagrado dos Muçulmanos, Mohammad teria dito: “O ser humano é dependente de Deus e os mais amados por Deus serão aqueles que mais amar seus dependentes”. O Hinduísmo é considerado uma das religiões mais tolerantes do mundo. Uma das virtudes promovidas pelo Hinduísmo é não ferir ninguém no seu processo de crescimento.

Na base de todas as religiões é possível encontrar valores e princípios comuns a todas as religiões como por exemplo, o Amor, a Paz, a tolerância, a integração, o respeito, a compaixão e o perdão ao próximo indiferente a sua fé. “Amem aos seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam. Abençoem aos que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam” (Lucas 6:27-28). Mas, como é possível vivermos num mundo dominado pela intolerância, pelo desrespeito, pelo revanchismo,  pela violência, egoísmo, ambição, inveja, pelo desamor ao próximo, pelo racismo, preconceito e discriminação, se a grande maioria dos 7 bilhões de seres humanos que habitam nosso planeta hoje, vivem sob as doutrinas religiosas que pregam a Paz, o Amor, a tolerância e o perdão como valores fundamentais da sua existência? É claro que todos nós sabemos a resposta exata para esta pergunta. “A verdade é uma ofensa, mas não é um pecado” (Bob Marley). A maioria de nós, Cristãos e Muçulmanos, não oramos por Amor aos ensinamentos de Deus ou Allah. Nós não participamos das missas e cultos religiosos por Amor ou submissão as nossas respectivas religiões e seus e sagrados valores e virtudes. A maioria de nós, segue uma ou outra religião, por medo. Medo de não ser salvo, medo de ir para o inferno, medo de Deus, medo do desconhecido, medo do que os outros irão dizer, medo do julgamento. Mas curiosamente, esse mesmo medo que nos faz declarar fidelidade a uma religião, não é grande o bastante para nos fazer cumprir valores e princípios pelos quais acreditamos fielmente serem o caminho do bem, o caminho do correto. Temos medo de deus, mas não temos medo do pecado. Não temos medo de sentir ódio, de promover a intolerância. Não temos medo de promover a violência, a indiferença, a discórdia e a guerra. Não temos medo de mentir, de corromper e ser corrompido. Não temos medo de negar a mão ao necessitado. Mas aos domingos estamos lá na igreja, ajoelhados, fechando os olhos com força e elevando nossas mãos aos céus. Mesmo aqueles não religiosos ou Ateus, concordarão sobre a importância dos mesmos valores e virtudes promovidas pelas religiões ao redor do mundo mas, sera que as suas atitudes diárias refletem as crenças, os valores e as virtudes em que você acredita? Não é preciso ser religioso. Basta ser fiel aquilo que você acredita, mas a grande verdade é que, somos incapazes de ser aquilo que acreditamos. Todos querem o fim da corrupção, todos querem a paz no mundo, todos querem justiça social, todos querem segurança, todos querem uma cidade limpa. Todos querem mudanças, mas ninguém esta disposto a mudar.

Segundo a ONU, são 60 milhões de refugiados em todo o mundo. Mulheres, jovens, crianças, famílias inteiras, fugindo da perseguição, da guerra, do preconceito, da intolerância, do revanchismo, da cobiça, da ganância, do racismo. O desastre humanitário que ocorre em pleno século 21, tem revelado grandes verdades sobre as verdadeiras faces da humanidade. A crise humana que levou à cruz e à morte brutal, uma das pessoas mais importantes da nossa história, continua inalterada 2000 mil anos depois. As fotos, os videos e as histórias compartilhadas por nossos irmãos refugiados, nos faz crer que 2000 mil anos após a crucificação de Cristo, a humanidade parece não ter dado um único passo a frente.

A conclusão é a de que temos duas escolhas. A primeira é, continuar promovendo a grande mentira. A mentira de que somos pessoas boas. A mentira de que não somos corruptos. A mentira de que somos fieis aos ensinamentos de Deus. A mentira de somos cidadãos de bem. A mentira de que somos felizes. A mentira de que somos tolerantes e pacifistas. A mentira de que seguimos as leis e a mentira de que somos justos e corretos. Essas são as mentiras que fazem do nosso mundo um mundo de mentiras.

A segunda escolha é, fazer apenas aquilo que gostaríamos que os outros fizessem por nós, e transformar as virtudes, as crenças e os valores em que acreditamos, em atitudes diárias em nossas vidas ou seja, ser verdadeiramente aquilo que acreditamos ser. Dessa forma é possível transformar o mundo de mentiras e sofrimento em que vivemos hoje, em um mundo verdadeiro e mais justo para todos. Quem sabe assim, possamos por um fim ao risco eminente de crucificação de toda a humanidade.

Mick Fanning Sobrevive a Ataque de Tubarão: Milagre De Deus? Proteção Divina ou Sorte?

By: Michaell Lange,

London, 20/07/15

O ataque de tubarão sofrido pelo tricampeão mundial, o Australiano Mick Fanning, que milagrosamente escapou ileso do incidente deste Domingo (19) na Africa do Sul, levantou inúmeras questões sobre a segurança dos atletas e os locais onde os campeonatos do circuito mundial são disputados. Mas, pouco se falou sobre uma outra questão polêmica envolvendo o episódio. Mick Funning sobreviveu por milagre, proteção divina ou foi apenas um caso de muita sorte?

O assunto desse artigo é totalmente especulativo e por isso, não deve ser visto como uma defesa ou ataque aos costumes religiosos. É importante frisar que minha posição religiosa não interfere na forma como escrevo sobre o assunto, mas como acredito em possibilidades, me sinto na obrigação moral de reconhecer as crenças religiosas e todas as suas possibilidades, principalmente nas questões pelas quais nem a ciência ainda foi capaz de explicar de forma concreta. Diante desta posição, pergunto se os atletas Brasileiros que fazem parte da WSL – World Surf League – foram protegidos do perigo eminente por sua conhecida e explicita devoção a Deus e a religiosidade? Até que ponto a devoção e a crença aos milagres de Deus pode ter ajudado nossos atletas a ficarem longe do perigo?

Quem acredita em Deus e é seguidor da Bíblia ou de outros livros sagrados, tem total convicção de que Deus pode interferir diretamente em acontecimentos na vida dos humanos. Quem duvida, costuma usar como argumento por exemplo, todo o sofrimento vivido por crianças ao redor do mundo, a questão da fome, das guerras, além de outras tragédias que atingem pessoas e povos religiosos e não religiosos.

A questão e a verdade que envolve o ataque de tubarão na Africa do Sul é que três Brasileiros considerados alguns dos melhores surfista do mundo incluindo o atual campeão mundial Gabriel Medina, o atual líder da Liga Mundial de Surf, Adriano de Souza, e Alejo Muniz que era cotado para ser um dos finalistas desta etapa, perderam nas quartas de final em circunstancias no mínimo estranhas. Os três surfistas Brasileiros vinham fazendo uma campanha arrasadora durante todo o evento até chegarem nas quartas de final onde sem explicação aparente, os três surfistas não apresentaram um surf nem parecido com o que estamos acostumados a ver. Teria sido um aviso da presença de um grande perigo?

Adriano de Souza foi o primeiro a perder depois de deixar o Australiano Julian Wilson pegar uma das melhores ondas da sua bateria mesmo tendo a prioridade, que lhe da o direito de escolher a próxima onda. Julian Wilson agradeceu o presente deixado por Adriano e fez uma nota 8.03, que eventualmente tirou Adriano de Souza da disputa pelo titulo da etapa. Adriano ainda cometeu outros erros que quem segue o esporte, sabe que ele não cometeria facilmente, principalmente num dia de ondas perfeitas. No final da bateria Adriano aparece falando sozinho como se estivesse buscando uma explicação sobre o que acabara de acontecer. Julian Wilson foi para a Final e estava ao lado de Mick Fanning no momento do ataque. Gabriel Medina, que vinha surfando muito bem durante todo o evento e disputava a bateria de numero 3 das quartas de final contra o Americano Kelly Slater, também não se encontrou no mar. Mesmo surfando duas ondas excelentes, cometeu erros na escolha das ondas e em manobras que o atual campeão mundial não esta acostumado a cometer. Medina havia vencido Kelly Slater e Mick Fanning na quarta fase do evento e vinha mantendo o excelente nivel de surf até perder nas quartas de final para Kelly. Já Alejo Muniz simplesmente não era o mesmo surfista que vinha arrasando seus adversários desde o inicio do campeonato incluindo o segundo colocado da Liga Mundial, Filipe Toledo, com uma combinação de duas ondas excelentes que valeram 8,03 e 9,80. Contra Mick Fanning que seria a vitima do ataque do tubarão na final, Alejo surfou apenas quatro ondas, sendo que as duas melhores valeram medíocres 3,33 e um 5,67. Algo estava muito errado com os surfistas que até aquele momento estavam derrotando todos os seus adversários com um verdadeiro show de surf. O que teria acontecido para que eles não conseguissem mais desempenhar o mesmo nível de surf que haviam mostrado até aquele momento? Sera que houve a intervenção de uma força maior que manteve os Brasileiros longe do perigo?

Os três Brasileiros fazem parte da melhor geração de surfistas profissionais da história do surf Brasileiro e são também explícitos na sua fé por Deus. Sempre são vistos orando antes e depois das baterias que disputam, além de sempre citarem Deus nos seus comentários nos pódios, quando vencem os campeonatos, como sendo o grande líder que comanda suas vidas. A fé em Deus e a religiosidade expressa por eles sempre me chamaram atenção e por vezes achei exagerada. Algumas vezes considerei chata, tamanha atenção que eles dão as questões que envolve sua crença por Deus. Mas hoje, depois de ver e rever o video do ataque quase uma centena de vezes, me questionei se a fé em Deus não foi um fator importante na hora de mante-los fora do perigo eminente. Era quase certo para mim e para muitas pessoas que vinham acompanhando o evento desde o inicio, que pelo menos um Brasileiro estaria na final. Outras pessoas, incluindo eu e alguns amigos, acreditávamos que pelo nível de surf que nossos atletas vinham apresentando, era possível que tivéssemos uma final 100% Brasileira. Porém, assistimos todos eles serem derrotados de forma no mínimo estranha ainda nas quartas de final. Sera que a derrota deles pode ter sido causado por uma força superior como forma de mante-los fora do perigo?

O Australiano Mick Fanning por outro lado, não demonstra ser uma pessoa de muita fé mas, ele mesmo confessou que havia alguém olhando por ele naquele momento. O Mick pode ser classificado como uma pessoa espiritualista, simples, familiar além de ser visto por toda comunidade do surf como uma pessoa muito boa, e que ajuda muita gente. Kelly Slater escreveu em sua pagina na internet após o ataque que; “pessoas boas atraem coisas boas, e mesmo que não possamos dizer que um ataque de tubarão seja algo bom, a forma ilesa como Mick saiu daquela situação foi algo incrivelmente maravilhoso”.

Sempre que falamos sobre religião e milagres de Deus é comum que a conversa termine com mais perguntas do que respostas. Nesse caso especifico não poderia ser diferente. Mas minha crença pessoal nas possibilidades da vida que vão muito além da capacidade limitada de um simples mortal, me levam a questionar se lá no fundo de nossas almas não ha mesmo um ser capaz de nos proteger do perigo, desde que saibamos como, e onde pedir seu socorro. Algo como o número de emergência que se não ligarmos, eles nunca saberão que precisamos de ajuda. Ao que me parece, se Deus realmente existe, ele certamente estava presente na agua no momento daquele ataque.

video do ataque que quase tirou a vida de Mick Fanning: