BREXIT: IS IT TITANIC ALL OVER AGAIN?

By: Michaell Lange.

London, 03/12/18 –

Christmas is here, the street lights are on. Street fairs, black Friday, Winter Wonderland at Hyde Park. This is the time of the year I’m always looking for. But, is it only me feeling extremely depressed this time?

Driving around London has never been so stressful, and I’ve been driving in London for over ten years. Road works, road closures, new road layouts, cycling high ways, new road restrictions and bad driving, are making it impossible for professional drivers to make any money. I also never seen so many people sleeping rough. For the first time, more than 3 thousand people were found sleeping rough on the streets of London said The Guardian.  The price of everything is going up. Rent, fuel and food are making standards of living a growing challenge for many. You work more, you work harder, you tight up, but its never enough. Violence is sky high, at the same time police number is the lowest since 2003. The justice system isn’t fit for purpose, and the NHS is in deep crises. Then, there is Brexit, looming fast like a Tsunami getting close to the shore while people watch in shock and horror. Thanks David Cameron!

Has London lost its appeal? Is it worth it any longer? I love this place, but I have to say, there are a growing number of people looking to other places to live. I have friends myself whom left to Australia, USA or went back home to Portugal and Spain. Moreover, there are less Europeans willing to move to Britain. The NHS alone has over 40 thousand open vacancies and farmers are complaining they don’t have enough people to work. After 16 years in love with this country, this is the first time I am thinking about pack everything and leave to somewhere else. I can’t see any light at the end of the tunnel.

Workers on the gig economy are wining a record number of court cases against unscrupulous multinational firms. But, the number of self-employed people, mainly in the gig economy are expect to reach 5 million in a couple of years time. Nevertheless, the same companies sucking off the life of the working force in this country and paying little or no tax at all, have been allowed to continue exploiting their workers even though they have already been found guilty of hiring people on the wrong contract. Workers in the mean time, have continued to be bullied and black listed by companies while working without any employment rights.

It makes business sense. They contract a person on a self-employed contract, even though the company controls the brand, the pricing, the clients, the finance etc, while all the costs are passed to those supposed to be self-employed people. The big business can then, keep the profits at the hands of the big people. What is left for workers are debt, frustration and long hours without making any money. More than 100 thousand people a year try to end their lives because of debt.

Police, nurses, doctors, pilots, journalists, fire fighters. They are all being dragged by this system of exploitation which will eventually, destroy the economy and eat itself. It makes me wonder whether the so called “Yellow Vest protesters” in France isn’t a new kind of “Arab Spring” that will soon take over Europe.

Incompetent and careless politicians such as Jacob Rees-Mogg, which has a 60 million pounds investment in a Russian bank sanctioned by European Union while criticising Theresa May for introducing tougher economic sanction on Russia, or the Joker Boris Johnson, who can’t even be faithful to his own wife, are destroying any positive prospective for this country. A not fit for purpose justice system that allow big people causing global economic crisis walk away freely while the small people are left to pay the bill, are driving Britain to the brink of social unrest. People just can’t take it anymore.

I better stop here before I start talking about the Bank of England economic forecast for Britain in case of a no deal crash out of the EU.

If you are Religious, this is the moment to start praying. If you don’t believe in God, this is the time to find one to believe. The way things are going, one can only speculate whether this ship has enough life boat for all its passengers…

O BREXIT E A UNIÃO EUROPÉIA

By: Michaell Lange,

29/03/16 –

 

O Reino Unido aplicou hoje o art.50 da União Européia (UE) que inicia oficialmente o processo de saída do país da UE. O art.50, ou “aviso prévio”, é o processo de dois anos de desliga um país membro, de todos os acordos comerciais, sociais e de segurança, com a UE. É o desligamento total de um sócio do seu clube. Essa é a primeira vez na história da UE que um país decide aplicar o artigo 50.

Depois do referendum Britânico em Junho de 2016, no qual os Britânicos decidiram pela saída da UE (o chamado Brexit), o então Primeiro Ministro David Cameron, que era a favor da permanência do país na UE, renunciou. Os Conservadores então, elegeram Theresa May como a nova líder do partido, que nas Leis Britânicas assume o posto de Primeiro Ministro depois de aceitar o convite da Rainha para formar um novo governo que deve durar até o final do atual mandato, que termina em 2020. A Primeira Ministra pode, se assim decidir, marcar novas eleições antes do fim do seu mandato.  Após assumir o comando do país, Theresa May voltou ao o palácio de Buckingham para pedir a assinatura da Rainha autorizando o governo a iniciar o processo de saída do país da UE. Faltava então, o pedido formal da Primeira Ministra Britânica ao Presidente do Conselho Europeu Donald Tusk, para que o processo de dois anos que desliga o Reino Unido de todas as atividades de membro da UE tivesse inicio. Isso aconteceu hoje.

Ao enviar a carta formal ao conselho Europeu, Theresa May declarou: “Este é um momento histórico no qual não há retorno”. Já o presidente do conselho Europeu, disse ao receber a carta da Primeira Ministra que; “não há razões para pretensões, hoje não é um dia feliz para a UE”.

A saída do Reino Unido da UE pode ser um marco histórico para um movimento global de rejeição do atual sistema de globalização que domina o mundo. Assim como o Reino Unido, a França, Italia e Holanda expressam grande descontentamento pelo qual a UE vem se comportando. A candidata a Presidente que lidera as pesquisas de intenção de voto na França, Marine Le Pen, promete tirar a França da UE caso seja eleita nas eleições gerais no mês que vem. Caso isso ocorra, será praticamente um milagre evitar o fim da União Européia.

No Reino Unido porém, as opiniões se dividem. Nas redes sociais o clima de grande tristeza divide espaço com o jubileu. Enquanto alguns falam em suicídio econômico, outros falam em liberação econômica. A grande verdade é que o país esta dividido. O resultado final do referendum deu 52% dos votos para a saída do país da UE contra 48% que votaram pela sua permanência. De fato, é difícil dizer o que irá acontecer. Quem votou pela saída (Brexit), acredita que o país poderá ditar suas próprias regras com relação a políticas migratórias e econômicas sem precisar da aprovação do conselho da UE. É o retorno do controle do país para as mãos do Parlamento Britânico, dizem. Quem votou pela permanência, acredita que a saída do país de um mercado com 450 milhões de consumidores é sem dúvidas um suicídio econômico, mesmo porque a economia Britânica é hoje extremamente dependente dos serviços financeiro da UE. A saída significa que ficará mais caro para os bancos operarem no Reino Unido por conta das tarifas impostas a quem não pertence a UE. Isso deve causar um êxodo dos serviços financeiro para países membros da UE, o que seria um desastre total para os Britânicos.

Os mais otimistas afirmam que a UE precisa do Reino Unido. Mais de um milhão carros Europeus como a AUDI, BMW e MERCEDES são vendidos por ano no Reino Unido. Seria loucura da UE tentar dificultar as operações deste mercado. Os pescadores Britânicos também estão mais otimistas. A saída do País da UE significa que barcos de pesca da França, Espanha e Portugal, por exemplo, não poderão mais pescar livremente em águas Britânicas. Mas vale lembrar também que barcos Britânicos não poderão mais operar em águas Européias. As Leis de cotas pesqueiras impostas pela UE também deixam de existir e passam a depender do que o Parlamento Britânico irá definir no futuro. Os produtores de produtos agrícolas também irão deixar de se beneficiar do subsidio Europeu que protege a agricultura Européia contra produtos mais baratos vindos de fora. Por outro lado, a saída do país da UE irá permitir que os Britânicos possam negociar acordos econômicos livremente com o resto do mundo, sem depender da aprovação do conselho Europeu.

Estudantes, tanto do Reino Unido quanto da UE perderão o beneficio de poder estudar livremente em outros países da UE. Essa medida tem sido duramente criticada, mas ainda pode ser negociada, assim como outras medidas, no decorrer dos próximos dois anos que encerram as relações de membro do Reino Unido com a UE. O Reino Unido continua fazendo parte da UE até o final do prazo de negociações, e o livre transito de pessoas e mercadorias entre o Reino Unido e os países membros da UE continuam valendo normalmente. A principal questão no momento se refere ao status dos mais de 1 milhão de Britânicos que vivem atualmente na França, Espanha, Portugal, Alemanha e outros países da UE, e os mais de dois milhões de Europeus da UE que vivem hoje no Reino Unido. A dúvida sobre este assunto e a falta de clarificação dos governos em garantir a permanência dos que ja se estabeleceram no país, tem levado milhares de pessoas a pedirem a naturalização nos países em que residem.

Ninguém rejeita o fato de que os próximos anos serão extremamente difíceis, tanto para o Reino Unido quanto para a UE. A adaptação e a transferencia das Leis Européias em Leis Britânicas podem levar até 10 anos segundo alguns especialistas. O governo Britânico também deve cortar impostos de grandes bancos para mante-los operando no país e proteger a economia do país. Mas, essa medida pode significar um corte no orçamento Britânico de até £100 bilhões de Libras e esse valor terá que ser tirado de algum lugar. É muito provável que os contribuintes terão que arcar com esta conta. Alguns especialistas dizem que estas medidas irão tornar o Reino Unido no mais novo paraíso fiscal, tornando o país um receptor de dinheiro sujo do resto do mundo.

As previsões sobre o futuro do Reino Unido e da UE são incertos. A única grande certeza é a de que o Reino Unido estará fora da UE dentro de dois anos, mas mesmo essa certeza é questionada. Se as negociações nos próximos dois anos não chegarem a um acordo que beneficie os dois lados, a Primeira Ministra Theresa May pode ser pressionada a marcar novas eleições. Um partido opositor poderia prometer o cancelamento do processo de saída do país da UE, revertendo o resultado do referendum com uma vitória numa possível eleição geral, mesmo que segundo o artigo 50 da UE, uma vez iniciado, o processo de saída é irreversível. Mas, considerando a incrível vitória de Trump nos EUA e a vitória do Brexit no referendum Britânico, fica difícil duvidar do futuro. Muita gente acredita que tudo é possível, mas só tempo irá dizer…