Alternancia de poder

Em qualquer democracia a alternância do poder faz parte da manutenção do sistema politico e governamental. A cada alternância, as políticas que deram certo ou errado devem ser recicladas. Mas, alternância de poderes somente são possíveis quando ha alternativas. O Brasil viveu algo muito semelhante este ano. Um governo de 12 anos, desgastado com inúmeros casos de corrupção, somados aos abusos cometidos pela FIFA durante a copa do mundo e o desperdício de oportunidades de colocar o Brasil num rumo seguro de desenvolvimento social e sustentável, parecia condenar o governo de Esquerda a um fim lamentável. Porem, uma Direita desesperada pelo poder, sem um plano concreto de governo que prometia apenas mudanças, sem apresentar nenhuma transformação clara em suas políticas neo-liberais, acabou salvando o governo de Esquerda de uma derrota que poderia ter sido histórica. A reeleição de Dilma Rousseff possivelmente tem muito pouco a ver com o seu desempenho como Presidente. As evidencias que observei ao longo dos últimos quatro anos apontam a culpa para uma Direita incapaz de fazer oposição e incapaz de promover reformas na base ideológica dos partidos que a representam. A vitoria de um candidato do PT ao governo do estado de Minas Gerais e a posterior vitoria de Dilma também em Minas Gerais, estado onde Aecio desenvolveu sua carreira política, demonstrou um erro estratégico e vital que custou as eleições presidenciais ao PSDB. Ésta, deveria ter sido uma vitoria fácil para a Direita caso eles tivessem concentrado os últimos 12 anos em promover um candidato serio e terem realizado as reformas necessárias para se adequar a realidade dos Brasileiros. Nada disso foi feito e o Brasil acabou optando pelo mais obvio. Talvez a maior lição que os tucanos devem aprender é o fato de que sem uma nova e clara alternativa não é possível haver alternância. Saudações Fraternas!

Michaell Lange, Londres – 02/11/14

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