MEGHAN MARKLE E A MONARQUIA

Por: Michaell Lange,

Londres, 20/05/18 –

Foi mais um casamento real, mas desta vez, foi um casamento real com significados que vão muito além de qualquer critica republicana. Ao menos agora, o Amor entre Noivo e noiva é de fato, verdadeiro. Estimativas avaliam que mais de dois bilhões de pessoas assistiram ao casamento real entre Harry e Meghan, agora Duke e Duquesa de Sussex.

Pode parecer estranho, mas diferentemente do que a mídia mostra, há uma crescente divisão na opinião pública Britânica sobre o sentimento com relação a família real. Uma pesquisa divulgada pela Yougov sugeriu que 66% dos Britânicos não estavam interessados no casamento real. Três quintos afirmaram que teriam um final de semana normal, como qualquer outro. Um em cada 10, estariam trabalhando, e apenas 1 em cada 4 Britânicos teriam intensão de assistir o casamento. O número de festas com pedidos para fechamento de ruas para celebrações, também caíram dramaticamente em comparação ao casamento real de William e Kate em 2011. Apenas uma festa de rua foi confirmada na Escócia. Em algumas regiões da Inglaterra a queda de festas celebrando um casamento real chegou a 92%. E o crescente criticismo à família real não se limita apenas aos Republicanos. Muitos Britânicos não aceitam a vida de luxo levada pela família real enquanto o resto do país tem que arcar com uma política de austeridade com fortes cortes orçamentários na saúde, educação e segurança. O sistema de saúde pública Britânico, o NHS, esta em crise. Mais de 40 mil vagas de trabalho não possuem candidatos por conta dos cortes salariais e condições de trabalho. A policia perdeu quase 50% da sua força de segurança e o país vive uma de suas maiores crises de segurança da história. Muitos Britânicos não aceitam caminhar ao lado do Palácio de Buckingham com suas 700 suítes, enquanto 3 mil Britânicos dormem nas ruas do país todos os dias.

Já argumento a favor da família real, é que os benefícios que a monarquia trás ao país, superam todos os custos decorrentes da sua vida extravagante. Londres recebe por ano mais de 6 milhões de turistas. Um benefício econômico que certamente não seria o mesmo sem a presença da família real. A Rainha também é considerada a maior embaixadora do mundo. Uma celebridade que abriu muitas portas e facilitou muitos acordos econômicos para os Britânicos. Quando o Reino Unido precisou fechar acordos com o Brasil, a comitiva Britânica levou o Principe Harry que imediatamente ganhou a atenção da mídia nacional.

De uma forma ou de outra, os casamentos reais sempre trouxeram alguma forma de mudança para a monarquia. A eterna princesa Diana era uma “pedra no sapato da Rainha” porque muitos achavam que Diana era de fato, mais poderosa que a própria Rainha. Diana tinha o mundo a seus pés, e toda sua influência foi usada para causas humanitárias ao redor do mundo. Sua morte trágica e prematura deixou dois meninos sem mãe que o país passou a amar mais do que a própria Rainha. Harry, o filho mais novo do casal, herdou as aptidões humanitários da mãe. Harry viajou o mundo inteiro ajudando milhões de pessoas e ajudando a levantar milhões de dólares em doações para suas causas humanitárias. O povo Britânico sempre quis muito ver o Principe Harry feliz. O anuncio do seu noivado com a Americana, divorciada e de família negra, foi recebida com muita celebração pelo povo Britânico. Era o sinal de que o amor que Diana havia dedicado sua vida a encontrar, continuava vivo no coração do seu filho harry. É importante lembrar que até pouco tempo atrás, membros da família real, poderiam casar-se apenas com alguém da linha aristocrata. Um casamento com uma Americana, divorciada e negra jamais seria permitido. Em 1936 o então Rei Eduardo VIII teve que renunciar o trono para casar-se também com uma Americana divorciada. Principe Harry, pôs fim a tudo isso!

Meghan Markle não é apenas Americana e divorciada, sua família é descendente direta de escravos. Por isso, o significado desse casamento transcende os paredões e as fortificações dos castelos da monarquia, e muda a história para sempre. Como disse o Bispo Americano Michael Curry, durante seu sermão na Capela São George, no Castelo de Windsor, “… Uma nova família nasce… O amor tem o poder de mudar o mundo!”

Principe Harry, introduziu uma negra, descendente de escravos, diretamente no coração de uma das mais conservadoras aristocracias do mundo. Os mesmos aristocratas que iniciaram o abominável comércio escravo. os mesmos que justificavam a escravidão de um negro pelo fato de que negros não tinham alma, e que por isso, não eram humanos. Hoje, recebem em seus palácios reais e em sua mais alta nobreza, Meghan Markle, filha de escrava.

Meghan, não representa apenas uma classe racial. Seus trabalhos em prol das causas humanitárias foram uma das coisas que chamaram a atenção de Harry. E, se alguém tinha qualquer dúvida sobre a influencia que esta mulher incrível traria à realeza Britânica, o sermão do bispo Americano Michael Curry e a presença do coral gospel cantando pop music, durante um casamento real, é evidência concreta de que Meghan não veio apenas para casar-se com Harry, mas para transformar a família real e a sociedade em que vivemos. Meghan, representa o poder do amor e o poder da mulher no processo de transformação do mundo em lugar mais justo e solidário, menos machista e violento. O poder do amor é infinitamente maior que o poder de uma Rainha, é maior do que todas as aristocracias colocadas juntas. Porque como disse o Bispo Michael Curry, “Deus é amor, e o amor é o único caminho!”

Meghan e Harry vieram para influenciar o mundo. Não serão apenas as relações diplomáticas entre os EUA e o Reino Unido que ganharão com essa união. Assim como Diana, Meghan e Harry irão influenciar as relações internacionais e o modo de pensar das pessoas. Eles são, provavelmente, a maior força para o bem atualmente no mundo. Essa união não é apenas um presente aos Britânicos, Meghan e Harry são um presente para toda a sociedade humana. Os trabalhos de transformação do mundo em um lugar mais justo, começaram ontem no castelo de Windsor. O amor é o único caminho!

ANTI-AMERICANISMO (!?)

Opinião de: Michaell Lange,

Londres, 09/05/18 –

Anti-Americanismo – Você se classificaria como um anti-Americano?

O website Dictionary.com classifica o Anti-Americanismo simplesmente como “a oposição ou hostilidade aos Estados Unidos da America, seu povo, seus princípios ou suas políticas”. Há quem classifique o Anti-Americanismo como uma forma de racismo. Anos atrás, uma Americana que vive em Londres, escreveu para o canal de TV Britânico BBC, para relatar os inúmeros abusos que vinha sofrendo pelo simples fato de ser Americana, e como estes abusos são similares ao racismo.

O Anti-Americanismo não é um problema limitado a países ditos, Comunistas ou Socialistas. Na Europa, sobretudo na Alemanha, o Anti-Americanismo sempre foi um problema conhecido. É possível também, sem muito esforço, classificar muitos Americanos na longa lista de anti-Americanos. Em alguns estados do país, há grupos de extrema direita conhecidos, como a Ku Klux Klan, grupos Neo-Nazistas, e outros grupos de Supremacia Branca, que pregam o oposto dos valores e princípios previstas na Constituição Americana. A promoção do sentimento Nazista por exemplo, não vai apenas contra os princípios de igualdade e direitos dos cidadãos garantida por Lei, o Nazismo é uma ideologia que prega além do extermínio de Judeus e outras minorias, prega também, a destruição dos EUA e Inglaterra, duas das mais bem sucedidas democracias do mundo. Americanos que promovem o Nazismo, não são apenas traidores dos princípios fundamentais da nação Americana, mas são também Anti-Americanos.

No Brasil, o Anti-Americanismo segue uma cartilha rasa e irracional, que usa um tom populista para atrair seguidores. Queimar a bandeira dos Estados Unidos em praça publica por exemplo, não é apenas uma atitude patética, é também uma clara evidência de que você é intelectualmente pobre e altamente suscetível a manipulações. Acusar os Americanos de imperialistas é uma outra forma de dizer; “não sei do que estou falando, ou sei muito pouco do que estou falando”. Afinal, muitos dos que acusam os Americanos de imperialistas, usam de meios similares para manter seus partidos políticos no poder. Por tanto, se os Americanos são imperialistas, todos nós, de uma forma ou de outra, também somos. Vale citar é claro, que há exceções em ambos os lados.

Assim como vários outros conceitos equivocados, o conceito de Anti-Americanismo é um exemplo clássico de como as pessoas entendem esse termo de forma errônea e confusa. Vejamos: Se você se considera um anti-Americano, é importante que você entenda porque você tem esse sentimento. A primeira pergunta a ser feita é; Por que? Por que você se sente um anti-Americano? Se você não tiver a resposta para esta pergunta na ponta da lingua, existe uma grande chance de você não ser um anti-Americano, mesmo que você acredite que seja.

Se você gosta do Iphone, de calça jeans, do tênis Nike, da cerveja Budweiser, dos computadores da Apple, do Google, do youtube, do facebook, twitter e Instagram, do ford Camaro ou do Mustang, de rock’n roll, Jazz e Blues, se você gosta das musicas do Creedence, do Gun’s and roses, Metallica, Red hot chilli peppers, Elvis Presley, Pearl Jam, dos filmes de Hollywood, das roupas da QuickSilver, O’neill, Hollister, Levi’s, e de uns Dólares, é muito pouco provável que você seja de fato um anti-Americano.

Mas, se você condena veemente as desigualdades criado pelo Neo-Liberalismo, o consumismo descontrolado, o envolvimento Americano no golpe de 64, os massacres no Iraque, no Afeganistão, no Vietnam e em tantos outros países. É muito provável que você também não seja um anti-Americano, mas sim, um árduo defensor da justiça e dos direitos humanos.

Ser anti-Americano é ser contra TUDO e TODOS que venham dos EUA, incluindo 300 milhões de pessoas que você não conhece e pré-julga que sejam iguais e a favor dos abusos e das atrocidades cometidos pelo governo daquele país. Ser contra o Capitalismo não faz de você um anti-Americano. Condenar a invasão do Iraque não faz de você um anti-Americano. De fato, de Norte a Sul dos EUA, o povo Americano é muito similar aos Brasileiros. A família continua sendo a instituição mais forte da nação. A fé Cristã é promovida em larga escala. O povo é receptivo, e na maioria das vezes, manipulado pela propaganda política e a estratégia do medo que manipula a percepção das pessoas e as faz concordar com idéias que normalmente elas jamais concordariam.

Finalizando esta pequena analise sobre um tema tão abrangente, é importante lembrar que, assim como o Brasil não é apenas o país do Carnaval e do futebol, os EUA não é apenas os erros e crimes cometidos por suas políticas externas. Os EUA não é apenas Nova York e Miami. A grande parte dos seus 300 milhões de cidadãos, são pessoas do bem, que se importam com a vida, se emocionam e se revoltam com a injustiça, sofrem com as imposições de um governo que nem sempre defende o bem estar da maioria. Na crise econômica de 2008, causada por uma elite da Wall Street, 6 milhões de famílias Americanas perderam suas casas. Atualmente, 15% da população Americana é considerada pobre, e 50 milhões de pessoas não tem acesso a saúde. Os EUA não é apenas o sonho Americano, não é apenas armas nucleares. O anti-Americanismo é um sentimento equivocado promovido por um conceito equivocado, que não reflete de forma alguma os valores e os princípios que o território e a maioria do seu povo representam.

PERCEPÇÃO: A IMPORTÂNCIA DE TER CONSCIÊNCIA DA SUA EXISTÊNCIA

Por: Michaell Lange

Londres, 18/04/18 –

Nosso mundo é determinado pelo modo como nossos sensores naturais captam o que acontece a nossa volta. Nossa capacidade de ver, ouvir, sentir, e perceber as coisas, é chamada de percepção. É a percepção que guia nossas decisões diárias, seja as decisões mais simples como experimentar uma comida nova por conta do cheiro, ou eleger um presidente da república por conta do que sentimos. Porém, se nossas percepções forem errôneas ou manipuladas por constantes ataques de forças externas (propaganda), isso significa que estamos tomando decisões erradas.

O tema percepção é tão abrangente e presente em nossas vidas que para fazer justiça a causa teríamos que ficar aqui falando sobre isso para sempre. Por isso, ficaremos com exemplos bem básicos, porém não menos importantes, sobre a importância de termos consciência e controle das nossas percepções.

Nossa percepção por tanto, é alvo constante de investidas positivas e negativas de pessoas e empresas (forças externas) que desejam nos convencer de algo que não necessariamente, sejam de nosso interesse e benefício. Todos os dias somos bombardeados por propagandas tentando nos vender algo que muitas vezes não precisamos. O vendedor sabe que se ele conseguir mudar nossa percepção, ele pode estar criando uma necessidade que até então não existia, e é essa mudança de percepção que irá nos convencer a comprar algo que não precisamos. Nesse caso, a melhor forma de defesa é o questionamento. Sera que realmente preciso comprar isso? Minha esposa costumava chegar em casa com coisas que de fato, não precisávamos. Quando questionada, ela dizia: “Estava na promoção!” ou seja, a percepção de um preço baixo a convenceu de comprar algo que não precisávamos. Esse é um exemplo simples e inocente de como nossas percepções podem ser manipuladas por forças externas. Afinal, quem nunca se rendeu ao poder sedutor de um chocolate? Mas, há outros exemplos mais graves e com consequências mais sérias e duradouras.

A mídia, seja televisiva, de radio, impressa ou eletrônica, tem um poder incalculável de convencer pessoas (desavisadas) de coisas totalmente inacreditáveis. Quando um candidato político faz campanha para ser eleito a um cargo público, seus “marketeiros” usam de meios absurdos para convencer o eleitorado. O uso de celebridades como atores de novelas, cantores e outros artistas em propaganda política é largamente explorado por conta da sua eficiência. Pode parecer surreal, mas ainda há pessoas que são convencidas a votar em um determinado candidato apenas porque seu jogador de futebol favorito declarou apoio a ele, por exemplo. Sera que nós, eleitores, não deveríamos decidir nosso voto de acordo com o histórico do candidato, sua proposta de governo, os custos e a viabilidade da sua proposta, e jamais votar em alguém apenas porque o Pablo Vittar ou o Neimar declaram apoio a ele/ela? A manipulação da percepção do eleitor nesse caso, tem consequências graves e duradouras no futuro do nosso país e no bem estar dos nossos cidadãos.

Tenha o controle da sua percepção!

Sempre que alguém tentar lhe vender algo, pergunte-se: Sera que realmente preciso disso? Sera que devo comprar apenas porque esta na promoção? Questionar, é uma ferramenta extremamente poderosa e pode nos salvar de verdadeiras enrascadas. O questionamento é um regulador natural da nossa percepção e nos permite ter mais controle sobre nossos sensores perceptivos.

Teste: Quando você ouve falar de um país como por exemplo, Cuba, EUA, Russia, Inglaterra, França. Qual é a sua percepção com relação a estes países? Se você nunca visitou estes lugares pessoalmente, o que ou quem lhe convenceu de ter esta percepção? Sera que a sua percepção esta mesmo de acordo com a realidade destes países? O mesmo vale para pessoas, empresas e outras organizações. Lembre-se sempre que as suas decisões diárias são baseadas nas suas percepções, e se você não tem o controle das suas percepções, isso significa que alguém esta tomando decisões por você.

 

 

 

COMO VOTAR NAS ELEIÇÕES DE 2018

Por: Michaell Lange,

Londres, 14/02/18 –

As eleições de 2018 será nossa grande oportunidade para mostrarmos aos políticos Brasileiros que a farra acabou. Será nossa oportunidade de votarmos com consciência, e ao mesmo tempo, com toda a nossa indignação e desprezo com aqueles que traíram nossa confiança.

A pergunta que venho fazendo ja a alguns meses é; como devo votar em 2018? “como derrubar dois corruptos com um único voto? ”

Acredito que qualquer Brasileiro com o mínimo de bom senso, não irá votar em políticos envolvidos na lava jato ou em qualquer outro escândalo de corrupção. Só aí ja cai 70% dos políticos em cargos públicos federais atualmente. Se incluirmos a essa lista todos os velhos caciques que ja estão a mais de 10 anos em cargos de Deputados, Senadores e governadores, a lista dos “votáveis” fica abaixo dos 5%. Afinal de contas, qual seria a justificativa para você dar mais uma chance a ladrões convictos e reincidentes? Esqueça a Lei da ficha limpa, crie sua própria lei da ficha limpa, e não vote em corrupto convicto!

Não faz sentido algum você criticar o induto que muitos presos recebem para passar o Natal em casa e por outro lado, votar em ladrão para administrar o bem público. Tenho certeza que ninguém contrataria um ladrão convicto para ser o diretor financeiro da sua empresa. Então, por que você elegeria ladrões para cuidar do dinheiro público?

Uma boa idéia seria talvez, votarmos em candidatos jovens, que de preferência não sejam filhos, sobrinhos ou netos das raposas que estão no poder hoje. Também seria uma opção votarmos para partidos novos e rejeitarmos totalmente os 5 maiores partidos políticos atuais. Afinal, ja esta mais que provado que a prioridade deles não é ajudar o Brasil. Não podemos perdoar esse pessoal que usou e abusou do dinheiro público enquanto nosso povo apodrecia nos hospitais. Eles querem, e irão fazer de tudo para ganhar mais uma chance e permanecer no poder para se beneficiarem do oba-oba que é governo do nosso país. Meu conselho é simples; Não dê chance a ninguém! Não reeleja nenhum destes vagabundos que tanto mau fazem a nossa nação! A nossa chance de acabar com a farra deles chegou. Vamos dar chance a quem nunca foi eleito. Não podemos desperdiçar esta chance. Esta seria a forma de maximizar nossa indignação com aqueles que estão no poder hoje, Deputados, Senadores, governadores e o próprio presidente. Se você odeia bandidos, não eleja ladrões em 2018!

A PROPOSTA DE GOVERNO

Existe um equivoco promovido por algumas pessoas na qual afirma-se que caso a maioria dos eleitores não votarem ou votarem nulo ou branco, as eleições são canceladas. De fato, essa Lei não existe. Indiferente do numero de votos brancos e nulos, o candidato com maior numero de votos válidos será eleito. Por tanto, é importante votar em alguém.

Tendo em mente que é necessário usarmos o poder do voto com sabedoria, a proposta de governo do candidato, bem como seu plano de implementação e financiamento, devem ser levados em consideração na hora de escolher em quem votar. Lembre-se, a lista de votáveis deve ficar nos 5% dos candidatos em 2018.

infelizmente, os candidatos dos principais partidos políticos oferecem apenas duas opções de governo, e nenhuma delas é a opção ideal para o Brasil. Os principais partidos de esquerda, oferecem uma participação forte e atuante nas questões públicas, com empresas estatais e alta regulamentação do mercado (o chamado estado grande).

Ja os principais partidos de direita, oferecem a minimização das participações do estado nas questões públicas e econômicas, promoção de um mercado livre, baixas taxas de juros e privatizações.

Mas, estas duas propostas de governo ja foram postas a prova e nenhuma delas beneficiou o Brasil. Pessoalmente, acredito que a proposta de governo que ganharia meu voto hoje, é a descentralização do governo federal. O governo federal precisa devolver o poder aos estados e municípios, assim como funciona nos EUA. A centralização do poder federal em Brasilia, facilita a corrupção e a impunidade dos corruptos. Além disso, o Brasil perde bilhões de Reais só em repasses de verbas para a união. Isso precisa acabar!

No Reino Unido, no final dos anos 90, o então Primeiro Ministro Tony Blair, implantou a proposta de devolução. Apesar do sistema político Britânico ser diferente do Brasileiro, a devolução Britânica é semelhante ao que deveria ser implantado no Brasil. No Reino Unido, o governo central representado pelo Parlamento Britânico em Londres, criou o parlamento Escocês, o Parlamento Irlandês e a Assembléia do país de Gales. Dessa forma, o governo central em Londres, que antes tomava todas as decisões, passou a enviar parte do orçamento para os outros parlamentos que passaram a decidir como usar estas verbas de acordo com as suas prioridades. No Brasil, a devolução teria que ser feita por meio de uma nova constituinte como parte de uma reforma política profunda. Uma vez aprovada, os repasses para a união se limitariam a uma fração da riqueza produzida pelos estados. Por consequência, cada estado teria o poder de manter a grande parte da riqueza produzida localmente (PIB local), para ser usado de acordo com as prioridades determinadas pelo governo do estado juntamente com seus representante municipais. Este sistema acabaria com a farra do dinheiro público na capital federal, e cada estado seria responsável pelos seus corruptos.

A reforma do sistema político Brasileiro chegou a ser noticia anos atrás, mas logo foi esquecida ja que, sem pressão popular é quase impossível fazer o Congresso Nacional votar a favor da diminuição do seu poder sobre as riquezas produzidas pelos estados da federação. A reforma do sistema político Brasileiro deve ser prioridade novamente em 2018. Precisamos trazer a reforma política de volta para a mesa de debates e para os noticiários.

Estas questões ao meu ver, fazem das eleições de 2018, o processo eleitoral mais importante da história do Brasil. Resta saber se o Brasileiro esta de fato, disposto a usar seu poder de voto para derrubar aqueles que roubaram o país, ou disposto apenas para eleger o candidato escolhido pela mídia. Como você irá votar em 2018?

MULHER ELEITORA

Por: Michaell Lange,

Londres, 06/02/18 –

 

Hoje os Britânicos comemoram o centenário da aprovação parlamentar do chamado Representation of the people Act  – “Ato de representação do Povo” de 1918, que deu direito as mulheres Britânicas acima de 30 anos e proprietárias de imóveis, de votarem e serem votadas. Apenas em 1928 o direito de voto foi concedido a todas as mulheres. Mas não foi uma conquista fácil, sobretudo por conta de um empasse político entre os dois maiores partidos da época, os Conservadores e liberais, que temiam as consequências da aprovação desse direito. Durante décadas, mais de 1300 mulheres ativistas foram presas e processadas pelo governo. Mas, foi a participação decisiva das mulheres na Primeira Guerra Mundial que fez as opiniões mudarem em favor das mulheres.

Junto com as comemorações do centenário do direito das mulheres ao voto, o governo Britânico estuda a proposta do líder do Partido dos Trabalhadores, Jeremy Corbyn, para um pedido oficial de desculpas do governo e pelo perdão e remoção dos nomes das mulheres presas durante a campanha pelo voto feminino, da fixa criminal do país.

No Brasil, a luta pelo direito das mulheres de votar e serem votadas, durou mais de 100 anos. Foi apenas em 1933 que as mulheres do Brasil tiveram seus direitos reconhecidos pelo governo. A Constituição de 1824, não restringia especificamente o voto das mulheres, apenas dava direito de voto para todo cidadão acima de 21 anos. Porém, o conceito de cidadão da época não incluía as mulheres. A Potiguar Celina Guimarães foi a primeira mulher a ter conseguido o direito de votar após cumprir todas as exigências estabelecidas pelo governo. Mas, foram os estados de Minas Gerais e Rio Grande do Norte os grandes pioneiros do movimento. Outro nome de destaque dessa conquista é a da Mineira Miêtta Santiago, que ao retornar da Europa com apenas 20 anos de idade, descobriu em 1928, que a proibição do voto feminino feria o artigo 70 da Constituição Brasileira de 1891 que ainda estava em vigor. Carlos Drummond de Andrade teria ficado tão impressionado que dedicou o poema Mulher Eleitora a jovem Mineira, que além de votar, votou em si mesma.

É importante frisarmos que o direito da mulher, seja de votar ou trabalhar com ou sem o consentimento do marido, ou quaisquer outros direitos cuja o homem historicamente limitou-se a dar-se a si mesmo, sempre existiu. A luta nunca é portanto, pelo direito em si, mas pelo seu reconhecimento. Ainda hoje as mulheres são submetidas aos mais inaceitáveis abusos cometidos por homens que ainda acreditam serem superiores. Apesar do movimento feminista ter adotado diferentes frentes ao longo dos anos, o objetivo central continua sendo o mesmo, o reconhecimento de igualdade de direitos com relação aos homens.

Mesmo completando 100 anos da conquista do direito de votar das Britânicas, as mulheres do Reino Unido, continuam a ganhar em média 15% a menos que os homens trabalhando na mesma função. A Nova Zelândia foi o primeiro país a legalizar o voto feminino em 1893. Apesar das grandes conquistas, a luta continua!

 

 

O EXEMPLO A SER SEGUIDO

By: Michaell Lange,

London, 10/08/17 –

 

Como você classificaria um país onde: O seguro desemprego é vitalício. Todas as crianças do país recebem R$350 Reais por mês até completarem 16 anos e não há discriminação de renda familiar. A educação é totalmente gratuita incluindo a universidade. Adultos pagam no máximo R$50 Reais por receita médica para qualquer medicamento, sendo que o governo subsidia o restante do valor ou até 100% do valor do medicamento. O sistema de saúde é totalmente gratuito e um dos melhores do mundo. A licença maternidade é de 1 ano a 18 meses, podendo ser intercalado entre pai e mãe com até 80% do valor do salário pago. Famílias em dificuldades financeiras recebem ajuda para pagar aluguel ou recebem casas do governo por tempo indeterminado. Demissões são proibidas, com raras exceções. O trabalhador tem direito a uma semana de férias paga a cada três meses. Quem recebe até R$50 mil Reais de salário por ano, não paga o INSS, e o trabalhador só precisa trabalhar por dois anos para ter direito a aposentadoria. Além disso tudo, não existe pena de morte, a venda de armas é proibida, e os indices de violência e criminalidade são os menores do mundo.

Muita gente classificaria esse país como utópico. Eu classifico como Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Holanda, Canada e Noruega. Eu incluiria também nessa lista o próprio projeto da União Européia ou seja, não é utopia, eu chamo isso de Democracia Socialista. A Democracia Socialista é ao meu ver, o verdadeiro Socialismo porque é de fato pro-sociedade ou que trabalha em prol da sociedade. O outro Socialismo, com base no Marxismo, é o que eu chamo de Socialismo falso ou burro, porque trás no rótulo um produto quando na verdade é outro. Se o estado ou o governo na forma de sociedade, controla todas as formas de produção, isso não pode ser chamado de Socialismo ou Comunismo. De fato, se o estado controla todas as formas de produção, então trata-se de um regime totalitarista. Você não compraria 1kg de Picanha sabendo que dentro do saco ao invés de carne houvesse na verdade um 1kg de bananas. Então, por que você compraria Socialismo por Totalitarismo? O totalitarismo não tem lado político, ele pode ser tanto de direita quanto de esquerda, assim como é a ditadura. Hitler era um ditador totalitarista de direita. Stalin era um ditador, totalitarista de esquerda.

A Democracia Socialista não pode ser totalitária nem ditadora porque é democrática. A Democracia Socialista não distribui a produção igualmente, mas fornece as oportunidades para que cada cidadão possa exercer suas atribuições livremente. O cidadão que tem ambição e deseja construir um império, tem caminho livre para realizar seus sonhos, assim como aqueles que não tem condições por razões diversas, não são esquecidos pela sociedade.

A Democracia Socialista é diferente da Democracia Capitalista. Na Democracia Capitalista a sociedade não é importante. O individualismo e o capital são os principais atores do sistema. Se você não tem dinheiro para sobreviver e pagar seus custos como por exemplo um tratamento médico, você esta condenado. Nos EUA, 50 milhões de Americanos não tem acesso a saúde porque não há sistema de saúde pública. Você paga um plano de saúde privado ou não tem acesso a tratamento médico. O premiado documentário SICKO, do produtor Americano Michael Moore, faz uma profunda critica ao sistema de saúde Americano e como as pessoas que não tem condições de pagar, tem um dos direitos mais básicos negado pelo estado. Nas Democracias Socialistas isso não acontece. Todos tem total acesso a saúde indiferente da sua condição social e econômica. Você será atendido e tratado sem custo adicional e sem importar o custo do tratamento. De fato, no Reino Unido, se você não tem condições financeiras, o hospital ira busca-lo em casa e depois o leva de volta. É importante frisar que o dinheiro para pagar tudo isso não cai do céu, ele vem dos impostos que são posteriormente redistribuídos em benefícios sociais para todos os cidadãos. Na Democracia Socialista o estado é forte e participativo. O bem estar do cidadão é prioridade. Na Democracia Capitalista o estado é mínimo. É quase um caso de cada um por si e Deus por todos.

Mas, nem tudo são estrelas nas Democracias Socialistas. As sucessões de governos de esquerda e direita fazem a linha Socialista oscilar hora mais para direita, hora muito para a esquerda. O atual governo conservador Britânico por exemplo, mesmo levando um grande susto nas últimas eleições em Junho quando tinha uma vantagem de 20 pontos percentuais antes das eleições e quase se transformou na maior derrota conservadora da sua história, vem promovendo sucessivos cortes orçamentários no sistema de saúde e benefícios sociais que podem levar ao colapso o chamado welfare state, que é a base da Democracia Socialista. Na Alemanha, Angela Merkel na tentativa de equilibrar o número de trabalhadores que a anos vem diminuindo no país, abriu as portas para imigrantes e refugiados causando convulsões políticas e sociais em seu país. A saída do Reino Unido da União Européia, o chamado Brexit, colocou em cheque a fortaleza do projeto Socialista Europeu.

As maiores criticas ao sistema Democrático Socialista é o grande número de benefícios sociais e o poder do estado em regulamentar a economia. Mas sejamos francos, qual seria a justificativa em pagar altos impostos se não o de recebe-los de volta em benefícios sociais? Qual seria a justificativa da existência de um estado senão o de priorizar as necessidades e a proteção dos seus cidadãos?

É importante que o Brasileiro entenda que os benefícios sociais não são gratuitos, eles são o retorno dos impostos que pagamos. E não é nenhum pecado capital querer receber seus impostos de volta, nem que seja para pagar o tratamento médico de pessoas que você nem conhece. O modelo econômico social promovido pelos países da Europa tem um histórico de sucesso que deve ser seguido pelos Brasileiros. Os EUA não é nem de longe um exemplo de sucesso. Com uma dívida de $20 trilhões de Dólares e 50 milhões de cidadãos sem acesso a saúde, os Americanos passam longe da boa vida levada pelos Europeus, sobretudo Alemães e Escandinavos.

A Democracia Socialista não é uma utopia, ela existe e é apreciada por milhares de Brasileiros que vivem na Europa. Quando a questão é qualidade de vida e uma sociedade de sucesso, a Europa é o exemplo a ser seguido…

 

 

A ELITE DO BRASIL É BURRA!

By: Michaell Lange,
London, 24/07/17 –
No Brasil, quando o pobre começou a andar de avião e ir de férias para Miami, a elite ficou com ciúme, fazia cara de nojo. Teve até um apresentador esbravejando na TV dizendo que “agora até miserável tem carro”. Foram 10 anos de crescimento econômico com direito a capa de revistas internacionais, miserável comprando carro novo e casa nova. Por 10 anos, milhões de “miseráveis” passaram a ter o que jamais haviam tido. Mas, aos olhos da elite Brasileira, os miseráveis já estavam passando dos limites.
A elite Brasileira é diferente das elites de países desenvolvidos. Sim, o comportamento é parecido, o senso de superioridade é semelhante, mas há uma diferença vital, a elite Brasileira é burra. Burra porque a elite é composta por proprietários de grandes empresas que dependem de uma economia forte para continuar sendo elite. Economia forte depende do consumo e por tanto, é fundamental uma economia onde o cidadão tenha poder de compra, poder de consumo. No Reino Unido, nos EUA, na Austrália, Alemanha e outros países desenvolvidos, o cidadão que trabalha como garçon, servente de pedreiro, entregador de pizza e outros trabalhos considerados não qualificados, ganham bem e por isso, podem comprar roupa boa e pagar a vista, podem viajar de férias para o exterior mais de uma vez por ano, podem comprar utensílios domésticos a vista. Isso tudo porque a elite entende que para existir a classe alta, os ricos e milionários, é importante que o trabalhador tenha dinheiro para gastar e fazer a economia rodar. No Brasil a elite faz o inverso.
Nos países desenvolvidos, os governos trabalham como um termômetro, ou mediador entre a elite e os trabalhadores, para garantir a manutenção da economia, freiar os abusos das elites (em partes), e garantir o poder de compra do consumidor. No Brasil o governo faz o inverso. Sempre que sobra um pouquinho no bolso do consumidor, o governo sobe algum imposto. Dessa forma o povo não compra, a economia não gira, e a elite permanece com o seu dinheirinho, mas pobre, burra e ignorante.
A elite Brasileira não gosta de dividir poltrona de avião com pobre, e sente ciúme quando pobre consegue viajar ou comprar bens de consumo. A Elite Brasileira tem dinheiro mas é extremamente pobre. No Brasil, a elite precisa pisar no povão para se sentir bem. O personagem Caco Antibes do programa de humor Sai De Baixo, resumia bem esse problema. Caco Antibes tinha “horror a pobre”.
A elite Brasileira financia campanhas para convencer o povo a eleger políticos corruptos para garantir que o pobre continue pobre, sem direitos, e sem dinheiro para fazer coisas que para eles, somente a elite tem o direito de fazer. Afinal de contas, onde ja se viu, garçon, pedreiro, caminhoneiro, motoboy e diaristas andando de avião? Fazendo faculdade e com direitos trabalhistas? Um absurdo, diria Caco Antibes. Caco Antibes não é um personagem cômico, ele é a personificação da elite Brasileira!
É claro que quando me refiro a elite, me refiro de forma generalizada. É claro que há pessoas muito bem intencionadas e bem educadas que fazem parte desse grupo no qual classificamos de elite. Também é importante entendermos que as elites são vistas de forma geral, tanto nas relações sociais como nos estudos das teorias acadêmicas, como um grupo opressor. De fato, há evidências históricas que demonstram uma ambição constante dos mais ricos, em controlar a vida dos mais pobres. Porém, nem tudo que esta relacionado a elite é necessariamente negativo e desprezível. Vale lembrar que há muito trabalhador oprimindo trabalhador, prejudicando o colega e fazendo campanha para limitar direitos trabalhistas da sua própria classe. Particularmente, prefiro usar essa divisão social entre elite e trabalhadores com certa cautela, ja que o problema entre estas duas classes não é tão simples quanto parece. Mas cabe aqui dizer que no Brasil, a elite, que é quem mais se beneficia de uma economia forte e estável, parece trabalhar contra o país pelo simples prazer de não precisar dividir o portão de embarque do aeroporto com aquela gentalha que Caco Antibes tanto odeia.
Enquanto as elites dos países desenvolvidos não se importam que pedreiros, jardineiros, atendentes, garçons, motoristas de ônibus e caminhão, frequentem teatros e viajem de avião (ja que são as elites as proprietárias dos teatros e empresas aéreas), no Brasil, pelo “horror a pobre”,  a elite Brasileira prefere ver os teatros vazios e empresas aéreas quebrando, e a economia estagnada, ao ver a classe trabalhadora usufruindo daquilo que a elite Brasileira acredita pertencer apenas a quem merece ou seja, a própria elite…