MEGHAN MARKLE E A MONARQUIA

Por: Michaell Lange,

Londres, 20/05/18 –

Foi mais um casamento real, mas desta vez, foi um casamento real com significados que vão muito além de qualquer critica republicana. Ao menos agora, o Amor entre Noivo e noiva é de fato, verdadeiro. Estimativas avaliam que mais de dois bilhões de pessoas assistiram ao casamento real entre Harry e Meghan, agora Duke e Duquesa de Sussex.

Pode parecer estranho, mas diferentemente do que a mídia mostra, há uma crescente divisão na opinião pública Britânica sobre o sentimento com relação a família real. Uma pesquisa divulgada pela Yougov sugeriu que 66% dos Britânicos não estavam interessados no casamento real. Três quintos afirmaram que teriam um final de semana normal, como qualquer outro. Um em cada 10, estariam trabalhando, e apenas 1 em cada 4 Britânicos teriam intensão de assistir o casamento. O número de festas com pedidos para fechamento de ruas para celebrações, também caíram dramaticamente em comparação ao casamento real de William e Kate em 2011. Apenas uma festa de rua foi confirmada na Escócia. Em algumas regiões da Inglaterra a queda de festas celebrando um casamento real chegou a 92%. E o crescente criticismo à família real não se limita apenas aos Republicanos. Muitos Britânicos não aceitam a vida de luxo levada pela família real enquanto o resto do país tem que arcar com uma política de austeridade com fortes cortes orçamentários na saúde, educação e segurança. O sistema de saúde pública Britânico, o NHS, esta em crise. Mais de 40 mil vagas de trabalho não possuem candidatos por conta dos cortes salariais e condições de trabalho. A policia perdeu quase 50% da sua força de segurança e o país vive uma de suas maiores crises de segurança da história. Muitos Britânicos não aceitam caminhar ao lado do Palácio de Buckingham com suas 700 suítes, enquanto 3 mil Britânicos dormem nas ruas do país todos os dias.

Já argumento a favor da família real, é que os benefícios que a monarquia trás ao país, superam todos os custos decorrentes da sua vida extravagante. Londres recebe por ano mais de 6 milhões de turistas. Um benefício econômico que certamente não seria o mesmo sem a presença da família real. A Rainha também é considerada a maior embaixadora do mundo. Uma celebridade que abriu muitas portas e facilitou muitos acordos econômicos para os Britânicos. Quando o Reino Unido precisou fechar acordos com o Brasil, a comitiva Britânica levou o Principe Harry que imediatamente ganhou a atenção da mídia nacional.

De uma forma ou de outra, os casamentos reais sempre trouxeram alguma forma de mudança para a monarquia. A eterna princesa Diana era uma “pedra no sapato da Rainha” porque muitos achavam que Diana era de fato, mais poderosa que a própria Rainha. Diana tinha o mundo a seus pés, e toda sua influência foi usada para causas humanitárias ao redor do mundo. Sua morte trágica e prematura deixou dois meninos sem mãe que o país passou a amar mais do que a própria Rainha. Harry, o filho mais novo do casal, herdou as aptidões humanitários da mãe. Harry viajou o mundo inteiro ajudando milhões de pessoas e ajudando a levantar milhões de dólares em doações para suas causas humanitárias. O povo Britânico sempre quis muito ver o Principe Harry feliz. O anuncio do seu noivado com a Americana, divorciada e de família negra, foi recebida com muita celebração pelo povo Britânico. Era o sinal de que o amor que Diana havia dedicado sua vida a encontrar, continuava vivo no coração do seu filho harry. É importante lembrar que até pouco tempo atrás, membros da família real, poderiam casar-se apenas com alguém da linha aristocrata. Um casamento com uma Americana, divorciada e negra jamais seria permitido. Em 1936 o então Rei Eduardo VIII teve que renunciar o trono para casar-se também com uma Americana divorciada. Principe Harry, pôs fim a tudo isso!

Meghan Markle não é apenas Americana e divorciada, sua família é descendente direta de escravos. Por isso, o significado desse casamento transcende os paredões e as fortificações dos castelos da monarquia, e muda a história para sempre. Como disse o Bispo Americano Michael Curry, durante seu sermão na Capela São George, no Castelo de Windsor, “… Uma nova família nasce… O amor tem o poder de mudar o mundo!”

Principe Harry, introduziu uma negra, descendente de escravos, diretamente no coração de uma das mais conservadoras aristocracias do mundo. Os mesmos aristocratas que iniciaram o abominável comércio escravo. os mesmos que justificavam a escravidão de um negro pelo fato de que negros não tinham alma, e que por isso, não eram humanos. Hoje, recebem em seus palácios reais e em sua mais alta nobreza, Meghan Markle, filha de escrava.

Meghan, não representa apenas uma classe racial. Seus trabalhos em prol das causas humanitárias foram uma das coisas que chamaram a atenção de Harry. E, se alguém tinha qualquer dúvida sobre a influencia que esta mulher incrível traria à realeza Britânica, o sermão do bispo Americano Michael Curry e a presença do coral gospel cantando pop music, durante um casamento real, é evidência concreta de que Meghan não veio apenas para casar-se com Harry, mas para transformar a família real e a sociedade em que vivemos. Meghan, representa o poder do amor e o poder da mulher no processo de transformação do mundo em lugar mais justo e solidário, menos machista e violento. O poder do amor é infinitamente maior que o poder de uma Rainha, é maior do que todas as aristocracias colocadas juntas. Porque como disse o Bispo Michael Curry, “Deus é amor, e o amor é o único caminho!”

Meghan e Harry vieram para influenciar o mundo. Não serão apenas as relações diplomáticas entre os EUA e o Reino Unido que ganharão com essa união. Assim como Diana, Meghan e Harry irão influenciar as relações internacionais e o modo de pensar das pessoas. Eles são, provavelmente, a maior força para o bem atualmente no mundo. Essa união não é apenas um presente aos Britânicos, Meghan e Harry são um presente para toda a sociedade humana. Os trabalhos de transformação do mundo em um lugar mais justo, começaram ontem no castelo de Windsor. O amor é o único caminho!

JESUS CRISTO, OS CRISTÃOS E A POLÍTICA

Por: Michaell Lange,

Londres, 13/05/18 –

A corrupção não afeta apenas o governo. A corrupção afeta todas as esferas humanas, incluindo a fé, a religião e a igreja. A corrupção afeta também nossos valores e virtudes que são, ou deveriam ser, a base de sustentação da nossa sociedade. No Ocidente, os valores Morais e éticos foram promovidos principalmente pelo Cristianismo. Mas, tais virtudes e princípios não são necessariamente dependentes da religião. Outros valores como a liberdade, o espirito crítico, a cooperação, inovação, criatividade, entre outros valores, foram desenvolvidos e conquistados ao longo do tempo por movimentos sociais, como por exemplo, os rebeldes Ingleses que no ano de 1215 fizeram o então, Rei João, assinar a Magna Carta, que é considerada por muitos, a primeira constituição oficial a garantir as liberdades do indivíduo e proteje-los contra a tirania das autoridades.

Porém, o maior promotor de valores Morais, Éticos e humanos, viveu a mais de dois mil anos atrás, e se chamava Jesus de Nazaré. Seus ensinamentos foram tão importantes para a sociedade humana, que mesmo passados dois mil anos do seu assassinato, Jesus continua sendo a pessoa mais reconhecida do mundo. A forma com que falo de Jesus aqui, não é religiosa. Não sou religioso. Mas, sou um grande admirador e seguidor dos princípios e ensinamentos de Jesus. E, por ser seguidor de seus ensinamentos, me considero Cristão, um Cristão sem religião.

A crise moral que vivemos hoje esta exposta, ao meu ver, na corrupção do ser humano atual diante dos ensinamentos deixados por Jesus. Os ensinamentos foram corrompidos e transformados em uma monstruosidade cuja a própria Bíblia ja previa, mas muitos Cristãos não deram, e continuam não dando a devida atenção. Arrisco a dizer aqui que atualmente, a grande maioria daqueles que se consideram Cristãos, são de fato, o oposto disso. O Cristão não é simplesmente aquele que vai a igreja, que ora, e lê a Bíblia. O Cristão é aquele que segue Cristo, seus ensinamentos, seus valores, e procura ser uma pessoa melhor a cada dia ou seja, ser o mais próximo daquele que foi Jesus.  Não é possível ser Cristão e promover o ódio, a discórdia e a intolerância.

Jesus dedicou sua vida a promoção do Amor, da tolerância, da caridade, do perdão, da compaixão. Jesus nos ensinou a compartilhar o pão. Jesus lutou e protestou contra o autoritarismo.  Ajudou os mais pobres, os odiados, os rejeitados, e pediu para que seus seguidores fizessem o mesmo. Jesus nos pediu para não sermos hipócritas, mas sinceros. Jesus pediu para amarmos nossos inimigos e procurar a reconciliação ao invés do ódio. Estes, foram ensinamentos claros de como seus seguidores deveriam se comportar.

Toda uma vida dedicada a promoção do Amor ao próximo, do perdão, da compaixão e da tolerância. Valores estes que ficaram evidentes no momento da sua morte. A crucificação de Jesus foi a prova da grandiosidade do seu espirito. Mesmo sendo brutalmente torturado, Jesus Amou seus algozes, orou por eles, e pediu a Deus por suas almas. Eis aí um verdadeiro Cristão. Aquele que perdoa o assassino do seu próprio filho. Aquele que ama quem lhe quer fazer o mau. Aquele que tolera as diferenças. Aquele que compartilha o pão. Aquele que promove o Amor nos momentos em que o ódio é mais sedutor. Aquele que ajuda os rejeitados.

Jesus é Amor, não é ódio! O objetivo do Cristão deve ser o de ser aquele que jesus foi no momento da sua crucificação. Amor puro! Amor que salva!

Como pode alguém idolatrar aquele que promove a intolerância, o ódio, a divisão, a tortura, a morte, a indiferença, o revanchismo, a vingança e a brutalidade ao próximo, e ter a coragem de se dizer Cristão? Como pode um dito Cristão, compactuar e promover sentimentos e comportamentos totalmente avessos aqueles praticados por Jesus?

Jesus foi assassinado pelo autoritarismo ganancioso do poder. Jesus foi torturado e morto para que seus ensinamentos jamais fossem esquecidos. Jesus foi crucificado para que o caminho do bem fosse tão claro aos Cristãos, que nenhuma força seria capaz de corromper a verdade que os levaria a salvação. Mas, muitos Cristãos hoje, preferiram se juntar aos falsos profetas. Falsos profetas que conduzem seus corrompidos de volta a escuridão. A escuridão do olho por olho, dente por dente. A escuridão do ódio e da intolerância. Não são Cristãos. Podem até ser mitos, mas assim nunca serão Cristãos… Jesus pediu por vossos arrependimentos. Arrependam-se!

 

LONDRES SOB ATAQUE

By: Michaell Lange,

22/03/17 –

Foi uma tarde tensa aqui em Londres. As noticias começaram a chegar via redes sociais sobre um sério incidente próximo ao Parlamento Britânico. A noticia aqui corre rápido e os olhares das pessoas logo se tornaram apreensivos. A primeira coisa que você tenta fazer nestes casos, é tentar contactar amigos e familiares e saber se estão todos bem. Logo em seguida enviei uma mensagem para o Brasil explicando o que estava acontecendo e que estávamos todos bem. Ao mesmo tempo, alguns canais de TV ja transmitiam ao vivo via FaceBook  e Twitter direto das proximidades do incidente. Sky News, BBC, RT, Al Jazeera e ITV News, tem escritórios e estúdios a menos de 500 metros do Parlamento. Uma imagem de um helicóptero mostrava inúmeras vitimas no chão em todo o trajeto da Westminster Bridge (ponte ao lado do Parlamento) desde da extremidade Sul até a outra margem do rio. Ao longo da rua que segue ao lado do famoso relógio Big Ben, um veículo 4×4  havia invadido a calçada e estava cercado por carros da policia. Tudo isso estava sendo transmitido para o mundo enquanto a policia e os serviços de emergência chegavam ao local do incidente. A primeira Ambulância chegou no local 6 minutos depois da primeira ligação.

As noticias eram tão recentes que os repórteres se limitavam a narrar o que assistiam nas imagens e reproduziam o que outras redes de comunicação publicavam no Twitter. Sabia-se que haviam sido disparados tiros de armas de fogo e era possível ver um veiculo 4×4 parado encima da calçada do Parlamento onde logo ao lado, policiais e paramédicos tentavam reanimar uma pessoa que estava deitada no chão. Eu estava no Terminal 4 do Heathrow Airport, o mais movimentado da Europa. A policia armada, logo iniciou o patrulhamento em todos os Terminais. Carros, Vans e caminhões da policia estavam em todas as entradas e saídas do aeroporto. Não houve pânico. Os policiais armados se mostravam tranquilos, mas era possível ver em seus olhos a seriedade do momento. Hoje faz exatamente 1 ano dos ataques ao aeroporto de Bruxelas, e a ultima coisa que a policia local gostaria de ver, era um incidente parecido que forçasse o fechamento de um aeroporto onde transitam diariamente, 175 mil passageiros e 1400 vôos.

De acordo com  a investigação e o depoimento de inúmeras pessoas que presenciaram o incidente, um homem dirigindo um veículo 4×4 avançou sobre a multidão que estava na ponde de Westminster no sentido Sul/Norte rumo ao Parlamento deixando mortos e feridos espalhados pela ponte. Uma mulher foi resgatada por um barco do corpo de bombeiros que fazia exercícios próximo ao local. Não se sabe se ela pulou no rio para escapar do ataque ou se ela teria sido atingida e jogada no rio pelo carro em alta velocidade. Ao chegar do outro lado ja junto ao Parlamento, o motorista invadiu a calçada batendo no muro do Parlamento. Nesse momento, o motorista teria saído do carro e atacado com uma faca um dos policiais que faziam a segurança do Parlamento. Em segundos, dois policiais a paisana se aproximaram e atiraram no agressor. Três tiros foram disparados. Apesar dos esforços dos paramédicos, o policial e o agressor morreram no local.

A primeira Ministra Theresa May, que estava presente no Parlamento no momento do ataque, foi rapidamente retirada e levada sob escolta policial para um local seguro. Parlamentares diziam no Twitter que estavam dentro do Parlamento sob forte escolta policial. Toda a região ao redor do Parlamento Britânico que inclui além do próprio Big Ben, a London Eye (roda gigante), o Aquário, Trafalgar Square, o St James Park, o Palácio de Buckingham e as estações de trem e metrô de Westminster e Vitoria, foram cercados e isolados pela policia. Ninguém entrava ou saía do local. Muitas pessoas ligaram para rádios e canais de TV para relatar o que estava acontecendo. Ao menos dois ônibus com turistas, incluindo um grupo de estudantes Franceses de 15 e 16 anos, estavam na ponte no momento do ataque. A policia acredita que possa haver um segundo agressor e uma busca estava em andamento pela policia na região.

Londres era, até hoje, a única capital Européia considerada segura e que ainda não havia sofrido nenhum ataque terrorista recentemente. A policia de Londres disse no final do dia que  infelizmente aconteceu o que acreditávamos ser uma questão de tempo. Mas o chefe da Policia metropolitana reiterou que Londres esta preparada para reagir contra esse tipo de ataque. O Prefeito de Londres Sadiq Khan, disse que  Londres não irá se acovardar diante desse tipo de ataque. Theresa May, classificou o ataque de desprezível e doentio.

Londres é possivelmente a cidade mais segura do mundo. Uma das qualidades que salta aos olhos de um Brasileiro como eu, é a ausência de medo. Mas, é exatamente essa ausência de medo que nos choca tanto quando algo desse tipo acontece. A imagem mais impressionante de hoje, e que certamente reflete a qualidade da sociedade Londrina, é a imagem de paramédicos, incluindo um Parlamentar tentando salvar a vida do policial que acabara de ser esfaqueado, e logo ao lado, um outro grupo de paramédicos tentando salvar a vida da pessoa responsável por toda aquela desgraça que ali estava.

Mas, não podemos deixar de refletir as razões por trás da violência que assistimos hoje em Londres. Devo dizer antes, que absolutamente nada justifica a violência indiscriminada contra civis inocentes incluindo crianças, que foi promovida nas ruas de Londres hoje e mais recentemente em outras cidades da Europa. Assim como a violência no Brasil é resultado de um problema social ou seja, há uma história por trás da violência que explica a violência no Brasil, a Europa vive também uma situação que é resultado de ações militares que deixaram países completamente devastados pela guerra, e populações sem ter para onde fugir. São estas situações de total desespero que deixa o ser humano exposto e propenso a cometer atos de violência. Da mesma forma que um pai de família, trabalhador, cidadão exemplar, pacífico e diplomático, é capaz de triturar uma pessoa que tenha estuprado sua filha, o terrorista Islâmico esta exposto a situação similar onde crianças são queimadas vivas por bombas fabricadas e lançadas por Europeus e Americanos. Nada justifica a violência, mas é fato que violência gera violência. Londres viveu hoje o que São Paulo e Rio de Janeiro vivem o tempo todo. Os ataques nas ruas de Londres são insignificantes se comparados com o que os Sírios, Iraquianos e Líbios enfrentam todos os dias. É importante condenar a violência, mas também é importante entendermos as suas causas.

Os ataques de hoje deixaram até o momento, 5 mortos e 40 feridos. É provável que esse número continue a mudar ja que muitos dos feridos estão em estado grave. A preocupação é que o ataque de hoje possa inspirar novos ataques, por esse motivo o governo Britânico anunciou que haverá mais policiais armados em Londres e nos aeroportos da cidade para garantir a segurança de seus cidadãos e visitantes. O ultimo ataque terrorista no Reino Unido aconteceu em Junho do ano passado quando um extremista de extrema direita matou a Parlamentar Jo Cox a facadas e a tiros enquanto gritava “British first”. A policia acredita que o ataque de hoje foi motivado por extremistas Islâmicos.

BRASILEIRANDO O BRASIL BRASILEIRO

By: Michaell Lange,

London, 14/09/16 –

A tempestade tropical que abala a política nacional Brasileira continua causando estragos nas fortificações centenárias em Brasilia. Castelos inabaláveis que antes guardavam com segurança todas as falcatruas dos intocáveis coronéis, hoje ja não suportam a fúria dos ventos. Grandes pilares da política nacional sucumbiram diante da tempestade. Mas, como toda tempestade, logo esta também passará. E mesmo com todos os estragos estruturais, os políticos, donos destas perniciosas fortificações, são seres ágeis como as formigas para reconstruir o formigueiro danificado, e astutos como as lagartixas que sacrificam o próprio rabo para se salvar e continuar sua vida perversa.

O Brasil ja viu muitas destas tempestades irem e virem. Mudam os atores, mas a história é quase sempre a mesma. Faz parte da história Brasileira desde o primeiro 7 de Setembro. A morte suspeita de presidentes, o suicídio suspeito, golpes de estado, impeachments. Todos estes estragos estruturais estão no histórico tempestuoso do Brasil, e quase todos eles tem sua origem no mesmo motivo. Infelizmente, o principal ponto em comum entre os inúmeros vendavais que varrem a política nacional de tempos em tempos, é a incapacidade do país se reconstruir diferente. Quando parte da fortificação que esconde o crime abominável é derrubado e revela toda podridão fétida que existe do lado de dentro, a prioridade não parece ser a remoção daquilo que fede, mas sim a rápida reconstrução do que foi parcialmente demolido para que o podre não seja mais visto, e o cheiro não chame mais a atenção daqueles que vivem do lado de fora.  De fato, essa estratégia tem provado ser eficiente ao longo dos anos. No entanto, é exatamente o sucesso em conseguir esconder a podridão que habita as fortificações da política nacional, que condenam o país a uma perpétua busca por desenvolvimento. Mas o povo gosta do show. O povo gosta de ver a casa pegar fogo e ja esta acostumado ao mau cheiro.

No teatro mais famoso do Brasil, o Teatro Da Vergonha, localizado em Brasilia e mais comumente conhecido como Congresso Nacional, o povo tem assistido quase incrédulo, a apresentação de alguns dos maiores shows de estupidez e desrespeito com o povo Brasileiro, jamais visto antes. É quase uma exclusividade Brasileira poder assistir ao vivo e em rede nacional, várias facções criminosas se entrelaçando como num cesto repleto de cobras venenosas. Tentam fechar seus acordos em conversas ao pé do ouvido, cochichos e sinais codificados sem a menor preocupação de que estão sendo observados por uma nação confusa e refém de suas ações criminosas. Querem salvar seus prostíbulos das garras de uma justiça infiel e estupradora que prefere o bacanal ofertado por mãos apodrecidas pela imoralidade, do que salvar aqueles pelos quais sua criação foi justificada. A traição no teatro da vergonha é como um romance cujo o personagem principal é a corrupção. Seus amantes, que se dizem homens de Deus, são exatamente o contrário de tudo aquilo que Deus promove. Pregam a miséria humana, a falsidade, o obscuro, a mentira, a traição e a destruição. Se alimentam do sangue daqueles que os seguem, e não ha falta de sangue para alimenta-los. Como zumbis, dominados pela ignorância, pelo medo e pela miséria, seguem os passos dos seus senhores e brigam para defende-los. Zumbis contra zumbis em defesa dos responsáveis por suas vidas de zumbis. Promovem o bonito contra o feio, o inteligente contra o burro, o rico contra o pobre, a esquerda contra a direita, o Norte contra o Sul, o Azul contra o vermelho, o preto contra o branco. Não percebem que são todos vitimas dos mesmos coronéis que promovem as divisões para que a luta nunca termine, e não haja tempo para reflexões que possam levar ao esclarecimento e consequentemente a revelação da verdade. É como aquele passarinho que foi engaiolado ainda filhote e passa a vida toda adorando seu dono que garante sua sobrevivência trazendo-lhe água e comida, sem perceber que seu dono é o responsável por ele viver aprisionado em uma gaiola ao invés de livre na Natureza.

O teatro da vergonha apresenta novos shows. A peça “Tchau Querida” foi um sucesso. Foi a melhor interpretação teatral da salvação de uma nação jamais exibido ao vivo. Nem Hollywood conseguiria fazer aquilo parecer tão legítimo. A presença de Deus e Jesus juntamente com toda a família tradicional, não deixaram dúvidas da sua legitimidade. Nos banheiros do Teatro até o papel higiênico era diferente. Trazia escritos de um documento datado de 1988. Foi fantástico. Os fogos de artifício trouxeram a tranquilidade de que daquele momento em diante, a vida voltaria a ser como era antes. E de fato assim foi. Mas, não satisfeito com o sucesso da peça Tchau Querida, os organizadores logo lançaram outro sucesso. A peça “Fora Cunha” que tinha tudo para ser tão ou mais grandiosa do que a peça Tchau Querida. O povo nas ruas gritando em total êxtase dava provas do tamanho do sucesso que seria. Na noite do lançamento, lá estavam eles, os atores principais fazendo seus videos ao vivo nas redes sociais. O pré-lançamento da peça foi ainda maior do que a peça anterior. Mesmo com o olhar incrédulo dos espectadores, o lançamento não deixou a desejar e trouxe surpresas de última hora que deixou um gostinho de quero mais no público que compareceu a peça em peso. Foi mais uma noite brilhante no teatro da vergonha. A traição dos comparsas, o momento do “a querida ja foi” e o “Temer não fez nada por mim” levaram o público ao total delírio. O povo certamente não esquecera deles. É quase certo que serão eleitos ao teatro da vergonha nas próximas eleições, afinal de contas os zumbis nunca descobriram a verdade pois, continuam a brigar entre si.

Mas, da mesma forma que sempre haverá tempestades, também haverão novas peças e novos shows no teatro da vergonha. Enquanto o povo dorme anestesiado pelo sucesso do seu país democrático, os promotores de justiça ja preparam mais um lançamento imperdível. A nova peça teatral ja tem nome; a peça “Fora Temer” vem ai com mais novidades e novas surpresas para o delírio da nação zumbi. E com um congresso abarrotado de Cunhas e queridas, é certo que não faltará novos shows no teatro da vergonha para alegrar a vida da nação zumbi. O futuro esta garantido. Afinal de contas, o Brasil é o país do futuro e o futuro não é mais como era antigamente.

Sera Que Seu Comportamento Reflete Os Valores E As Virtudes Que Você Acredita?

By: Michaell Lange.

London, 17/10/15 –

A idéia de escrever este artigo não é criticar nenhuma religião em particular, nem mesmo se trata de uma critica a religião. A critica desse artigo esta diretamente direcionada ao ser humano e a forma como nos comunicamos e nos comportamos de acordo com nossas crenças ou de forma contraria as nossas crenças e valores. Mesmo não sendo uma critica a religião, a base critica desse artigo tem a religião como foco principal por ser uma instituição compartilhada por quase 100% da população mundial e seus princípios e ensinamentos estão diretamente ligados as contradições que eu pretendo questionar abaixo. Tais questionamentos devem ser compreendidos como uma necessidade constante de exercitar nosso próprio comportamento em relação ao que acreditamos. Sera que meu comportamento e minhas atitudes estão de acordo com as crenças e valores que eu acredito?

É uma situação irônica e trágica ao mesmo tempo. Mas, o reflexo da realidade do mundo em que vivemos conta uma história bem diferente sobre aquilo em que acreditamos. Na base fundamental de todas as religiões estão inseridos princípios e valores muito similares. As três maiores religiões do mundo, Cristianismo, Islamismo e Hinduísmo, somam juntas um total de quase 5 bilhões de seguidores. O Cristianismo apresenta como valores fundamentais a renuncia da violência, o perdão e o amor incondicional a Deus e ao próximo. O islamismo tem a Paz como conceito básico. A tradução Árabe para a palavra “Islam” é comumente aceito como: Submissão aos desejos e as vontades de deus. Segundo o Alcorão, o livro sagrado dos Muçulmanos, Mohammad teria dito: “O ser humano é dependente de Deus e os mais amados por Deus serão aqueles que mais amar seus dependentes”. O Hinduísmo é considerado uma das religiões mais tolerantes do mundo. Uma das virtudes promovidas pelo Hinduísmo é não ferir ninguém no seu processo de crescimento.

Na base de todas as religiões é possível encontrar valores e princípios comuns a todas as religiões como por exemplo, o Amor, a Paz, a tolerância, a integração, o respeito, a compaixão e o perdão ao próximo indiferente a sua fé. “Amem aos seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam. Abençoem aos que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam” (Lucas 6:27-28). Mas, como é possível vivermos num mundo dominado pela intolerância, pelo desrespeito, pelo revanchismo,  pela violência, egoísmo, ambição, inveja, pelo desamor ao próximo, pelo racismo, preconceito e discriminação, se a grande maioria dos 7 bilhões de seres humanos que habitam nosso planeta hoje, vivem sob as doutrinas religiosas que pregam a Paz, o Amor, a tolerância e o perdão como valores fundamentais da sua existência? É claro que todos nós sabemos a resposta exata para esta pergunta. “A verdade é uma ofensa, mas não é um pecado” (Bob Marley). A maioria de nós, Cristãos e Muçulmanos, não oramos por Amor aos ensinamentos de Deus ou Allah. Nós não participamos das missas e cultos religiosos por Amor ou submissão as nossas respectivas religiões e seus e sagrados valores e virtudes. A maioria de nós, segue uma ou outra religião, por medo. Medo de não ser salvo, medo de ir para o inferno, medo de Deus, medo do desconhecido, medo do que os outros irão dizer, medo do julgamento. Mas curiosamente, esse mesmo medo que nos faz declarar fidelidade a uma religião, não é grande o bastante para nos fazer cumprir valores e princípios pelos quais acreditamos fielmente serem o caminho do bem, o caminho do correto. Temos medo de deus, mas não temos medo do pecado. Não temos medo de sentir ódio, de promover a intolerância. Não temos medo de promover a violência, a indiferença, a discórdia e a guerra. Não temos medo de mentir, de corromper e ser corrompido. Não temos medo de negar a mão ao necessitado. Mas aos domingos estamos lá na igreja, ajoelhados, fechando os olhos com força e elevando nossas mãos aos céus. Mesmo aqueles não religiosos ou Ateus, concordarão sobre a importância dos mesmos valores e virtudes promovidas pelas religiões ao redor do mundo mas, sera que as suas atitudes diárias refletem as crenças, os valores e as virtudes em que você acredita? Não é preciso ser religioso. Basta ser fiel aquilo que você acredita, mas a grande verdade é que, somos incapazes de ser aquilo que acreditamos. Todos querem o fim da corrupção, todos querem a paz no mundo, todos querem justiça social, todos querem segurança, todos querem uma cidade limpa. Todos querem mudanças, mas ninguém esta disposto a mudar.

Segundo a ONU, são 60 milhões de refugiados em todo o mundo. Mulheres, jovens, crianças, famílias inteiras, fugindo da perseguição, da guerra, do preconceito, da intolerância, do revanchismo, da cobiça, da ganância, do racismo. O desastre humanitário que ocorre em pleno século 21, tem revelado grandes verdades sobre as verdadeiras faces da humanidade. A crise humana que levou à cruz e à morte brutal, uma das pessoas mais importantes da nossa história, continua inalterada 2000 mil anos depois. As fotos, os videos e as histórias compartilhadas por nossos irmãos refugiados, nos faz crer que 2000 mil anos após a crucificação de Cristo, a humanidade parece não ter dado um único passo a frente.

A conclusão é a de que temos duas escolhas. A primeira é, continuar promovendo a grande mentira. A mentira de que somos pessoas boas. A mentira de que não somos corruptos. A mentira de que somos fieis aos ensinamentos de Deus. A mentira de somos cidadãos de bem. A mentira de que somos felizes. A mentira de que somos tolerantes e pacifistas. A mentira de que seguimos as leis e a mentira de que somos justos e corretos. Essas são as mentiras que fazem do nosso mundo um mundo de mentiras.

A segunda escolha é, fazer apenas aquilo que gostaríamos que os outros fizessem por nós, e transformar as virtudes, as crenças e os valores em que acreditamos, em atitudes diárias em nossas vidas ou seja, ser verdadeiramente aquilo que acreditamos ser. Dessa forma é possível transformar o mundo de mentiras e sofrimento em que vivemos hoje, em um mundo verdadeiro e mais justo para todos. Quem sabe assim, possamos por um fim ao risco eminente de crucificação de toda a humanidade.

Mick Fanning Sobrevive a Ataque de Tubarão: Milagre De Deus? Proteção Divina ou Sorte?

By: Michaell Lange,

London, 20/07/15

O ataque de tubarão sofrido pelo tricampeão mundial, o Australiano Mick Fanning, que milagrosamente escapou ileso do incidente deste Domingo (19) na Africa do Sul, levantou inúmeras questões sobre a segurança dos atletas e os locais onde os campeonatos do circuito mundial são disputados. Mas, pouco se falou sobre uma outra questão polêmica envolvendo o episódio. Mick Funning sobreviveu por milagre, proteção divina ou foi apenas um caso de muita sorte?

O assunto desse artigo é totalmente especulativo e por isso, não deve ser visto como uma defesa ou ataque aos costumes religiosos. É importante frisar que minha posição religiosa não interfere na forma como escrevo sobre o assunto, mas como acredito em possibilidades, me sinto na obrigação moral de reconhecer as crenças religiosas e todas as suas possibilidades, principalmente nas questões pelas quais nem a ciência ainda foi capaz de explicar de forma concreta. Diante desta posição, pergunto se os atletas Brasileiros que fazem parte da WSL – World Surf League – foram protegidos do perigo eminente por sua conhecida e explicita devoção a Deus e a religiosidade? Até que ponto a devoção e a crença aos milagres de Deus pode ter ajudado nossos atletas a ficarem longe do perigo?

Quem acredita em Deus e é seguidor da Bíblia ou de outros livros sagrados, tem total convicção de que Deus pode interferir diretamente em acontecimentos na vida dos humanos. Quem duvida, costuma usar como argumento por exemplo, todo o sofrimento vivido por crianças ao redor do mundo, a questão da fome, das guerras, além de outras tragédias que atingem pessoas e povos religiosos e não religiosos.

A questão e a verdade que envolve o ataque de tubarão na Africa do Sul é que três Brasileiros considerados alguns dos melhores surfista do mundo incluindo o atual campeão mundial Gabriel Medina, o atual líder da Liga Mundial de Surf, Adriano de Souza, e Alejo Muniz que era cotado para ser um dos finalistas desta etapa, perderam nas quartas de final em circunstancias no mínimo estranhas. Os três surfistas Brasileiros vinham fazendo uma campanha arrasadora durante todo o evento até chegarem nas quartas de final onde sem explicação aparente, os três surfistas não apresentaram um surf nem parecido com o que estamos acostumados a ver. Teria sido um aviso da presença de um grande perigo?

Adriano de Souza foi o primeiro a perder depois de deixar o Australiano Julian Wilson pegar uma das melhores ondas da sua bateria mesmo tendo a prioridade, que lhe da o direito de escolher a próxima onda. Julian Wilson agradeceu o presente deixado por Adriano e fez uma nota 8.03, que eventualmente tirou Adriano de Souza da disputa pelo titulo da etapa. Adriano ainda cometeu outros erros que quem segue o esporte, sabe que ele não cometeria facilmente, principalmente num dia de ondas perfeitas. No final da bateria Adriano aparece falando sozinho como se estivesse buscando uma explicação sobre o que acabara de acontecer. Julian Wilson foi para a Final e estava ao lado de Mick Fanning no momento do ataque. Gabriel Medina, que vinha surfando muito bem durante todo o evento e disputava a bateria de numero 3 das quartas de final contra o Americano Kelly Slater, também não se encontrou no mar. Mesmo surfando duas ondas excelentes, cometeu erros na escolha das ondas e em manobras que o atual campeão mundial não esta acostumado a cometer. Medina havia vencido Kelly Slater e Mick Fanning na quarta fase do evento e vinha mantendo o excelente nivel de surf até perder nas quartas de final para Kelly. Já Alejo Muniz simplesmente não era o mesmo surfista que vinha arrasando seus adversários desde o inicio do campeonato incluindo o segundo colocado da Liga Mundial, Filipe Toledo, com uma combinação de duas ondas excelentes que valeram 8,03 e 9,80. Contra Mick Fanning que seria a vitima do ataque do tubarão na final, Alejo surfou apenas quatro ondas, sendo que as duas melhores valeram medíocres 3,33 e um 5,67. Algo estava muito errado com os surfistas que até aquele momento estavam derrotando todos os seus adversários com um verdadeiro show de surf. O que teria acontecido para que eles não conseguissem mais desempenhar o mesmo nível de surf que haviam mostrado até aquele momento? Sera que houve a intervenção de uma força maior que manteve os Brasileiros longe do perigo?

Os três Brasileiros fazem parte da melhor geração de surfistas profissionais da história do surf Brasileiro e são também explícitos na sua fé por Deus. Sempre são vistos orando antes e depois das baterias que disputam, além de sempre citarem Deus nos seus comentários nos pódios, quando vencem os campeonatos, como sendo o grande líder que comanda suas vidas. A fé em Deus e a religiosidade expressa por eles sempre me chamaram atenção e por vezes achei exagerada. Algumas vezes considerei chata, tamanha atenção que eles dão as questões que envolve sua crença por Deus. Mas hoje, depois de ver e rever o video do ataque quase uma centena de vezes, me questionei se a fé em Deus não foi um fator importante na hora de mante-los fora do perigo eminente. Era quase certo para mim e para muitas pessoas que vinham acompanhando o evento desde o inicio, que pelo menos um Brasileiro estaria na final. Outras pessoas, incluindo eu e alguns amigos, acreditávamos que pelo nível de surf que nossos atletas vinham apresentando, era possível que tivéssemos uma final 100% Brasileira. Porém, assistimos todos eles serem derrotados de forma no mínimo estranha ainda nas quartas de final. Sera que a derrota deles pode ter sido causado por uma força superior como forma de mante-los fora do perigo?

O Australiano Mick Fanning por outro lado, não demonstra ser uma pessoa de muita fé mas, ele mesmo confessou que havia alguém olhando por ele naquele momento. O Mick pode ser classificado como uma pessoa espiritualista, simples, familiar além de ser visto por toda comunidade do surf como uma pessoa muito boa, e que ajuda muita gente. Kelly Slater escreveu em sua pagina na internet após o ataque que; “pessoas boas atraem coisas boas, e mesmo que não possamos dizer que um ataque de tubarão seja algo bom, a forma ilesa como Mick saiu daquela situação foi algo incrivelmente maravilhoso”.

Sempre que falamos sobre religião e milagres de Deus é comum que a conversa termine com mais perguntas do que respostas. Nesse caso especifico não poderia ser diferente. Mas minha crença pessoal nas possibilidades da vida que vão muito além da capacidade limitada de um simples mortal, me levam a questionar se lá no fundo de nossas almas não ha mesmo um ser capaz de nos proteger do perigo, desde que saibamos como, e onde pedir seu socorro. Algo como o número de emergência que se não ligarmos, eles nunca saberão que precisamos de ajuda. Ao que me parece, se Deus realmente existe, ele certamente estava presente na agua no momento daquele ataque.

video do ataque que quase tirou a vida de Mick Fanning: