A PONTE E O POVO BRASILEIRO: DUAS VÍTIMAS, UM ÚNICO CULPADO

By: Michaell Lange,

London, 14/01/17 –

O que há em comum entre o povo Brasileiro e a Ponte Hercílio Luz? Os dois são moribundos abandonados e explorados pelos mesmos aproveitadores. Os políticos Brasileiros tem sangue nas mãos! 

A Ponte Hercílio Luz, um dos ícones mais reconhecidos no Brasil, e o maior símbolo do estado de Santa Catarina, se tornou um exemplo nacional e clássico do descaso com o dinheiro público e da falta de compromisso dos políticos com o povo Brasileiro. É comum ouvir-se falar do orgulho de ser Brasileiro. Políticos recém eleitos ou em campanha eleitoral, são vistos de Norte a Sul do país esbravejando do alto dos seus palanques, todo o seu orgulho pela terra e pelo povo Brasileiro. Entre todos eles, 99.9% não passam de Urubus carniceiros, mercenários interessados apenas no que lhes beneficia pessoalmente. Não tem amor por ninguém a não ser por si mesmo! São os responsáveis pela injustiça e pela miséria do povo Brasileiro e ao mesmo tempo e inexplicavelmente amados pelos miseráveis.

A Ponte Hercílio Luz é a fotocópia do povo Brasileiro. Celebrada no nascimento, e abandonada à própria sorte logo no dia seguinte. A ponte abandonada, leva camuflada em suas barras de ferro, a promessa certa de ganhos futuros para os mesmos aproveitadores que a construíram. Afinal de contas, o povo é facilmente convencido de que um símbolo tão importante como a ponte, não pode cair aos pedaços. O que o povo não sabe, é que a reforma é eterna e cara, muito cara! Dessa mesma forma, celebrado e abandonado, o povo Brasileiro inicia sua jornada em direção ao fim da vida logo depois do seu nascimento. A Ponte segue o mesmo destino. Os dois morrerão prematuramente nas mãos da irresponsabilidade pública. Sem acesso a saúde, o Brasileiro vive menos. Sua vida útil, que lhe permite fazer atividades de lazer e trabalho, são reduzidas dramaticamente por falta de manutenção, limitando também assim, a sua contribuição social. A Ponte Hercílio Luz morreu aos 56 anos de idade. Nascida em 1926 e aposentada por invalidez em 1982. O financiamento da obra, obtido através de empréstimos de bancos Americanos, só foi pago em 1978 ou seja, 50 anos depois da sua inauguração e apenas 6 anos antes da sua inutilização. A Ponte Golden Gate, na cidade Americana de São Francisco, foi inaugurada em 1937, e 80 anos depois continua sendo 100% utilizada. O povo Americano, apesar de não ser o mais saudável do mundo, também vive mais do que o Brasileiro.

A falta de saúde adequada ao longo da vida, transforma aquele ser inicialmente celebrado e cheio de vida, em um moribundo humano, ou como no caso da Ponte, um fantasma devorador de verba pública! O moribundo deixa de ser um contribuinte nas questões sociais e/ou familiares. Suas idas e vindas aos hospitais o farão conhecido dos médicos, enfermeiros(as) e até dos seguranças. E mesmo assim, o risco de você morrer por falta de atendimento é altissimo. O art. 196 da Constituição Federal de 1988 declara a saúde como um direito de todos e um dever do estado. Mas o povo Brasileiro é hoje, uma carcaça abandonada pelo estado, deixada para os abutres e ao acaso da sorte. Se fossemos aplicar a Constituição Federal, todo ministro da Saúde ja tomaria posse de dentro da cadeia.

Essa realidade poderia ser muito diferente se os recursos públicos fossem gerenciados e administrado por patriotas e profissionais sérios. Ao contrario disso a situação decadente do povo e da ponte, são vistos pelos abutres como uma oportunidade para ganhar dinheiro e “se dar bem”. Sua aposentadoria precoce será impedida e roubada pelo governo. Batedores de carteira verão você como presa fácil. O estado deplorável da população será usado por profissionais da iniciativa privada para justificar o fornecimento de serviços emergenciais e superfaturados. Os administradores do bem público são pagos para deixar o sistema existir e se proliferar. Clínicas, farmácias, laboratórios, empresas de construção, conservação e manutenção, que só sobrevivem por conta dos seus contratos com o governo (são destes batedores de carteira que me refiro), são os responsáveis pela sangria do dinheiro público. Claro, tudo isso devidamente autorizado pelos políticos que você elegeu e comemorou feito um louco no dia da vitória.

Você também será usado a vida toda por grandes farmacêuticas e seus tratamentos médicos e vacinas (obrigatórias) porque obviamente, a cura de doenças não são tão lucrativas quanto os tratamentos. “Se você curar o doente ele vai embora e não volta mais. Se você trata-lo, ele irá voltar pelo resto da vida para buscar mais remédios”. E afinal de contas, para que construir uma ponte nova, se reforma-la em caráter emergencial por toda a eternidade é um negócio muito mais lucrativo? Lucrativo para os bandidos, obviamente. O povo fica apenas com a conta para pagar. Uma exigência do governo que você elegeu.

Um povo moribundo e desesperado, aceita qualquer coisa. O pastor vende a salvação em troca de tudo que você tem, e você compra na fé e na esperança de que seja verdade. Um Paliativo passa a ter a importância da cura para um doente terminal, cujo o comprimido trás o alívio momentâneo da dor. Em situação de emergência você faz o que tiver que ser feito, e paga o que precisa ser pago. Se a ponte cair, os políticos não se elegem. Se o paciente morrer, a farmácia perde o cliente. O povo precisa acordar porque o ladrão esta na cozinha da sua casa, e foi você que o convidou para entrar!!!

O crime contra o povo Brasileiro segue a sombra da justiça que se recusa a processar e julgar autoridades públicas responsáveis pelo descaso da saúde além das milhares de mortes por ano causadas diretamente pela falta de atendimento e de um sistema de saúde adequado quebrando os direitos básicos previstos no art.196 da Constituição Federal de 1988.

Segundo o Ministério Público de Contas de SC para o G1, nos seus 30 anos de reformas, a ponte Hercílio Luz ja consumiu R$563.5 milhões de Reais dos cofres públicos. Com o mesmo valor, o governo do estado de Santa Catarina poderia ter construído três pontes estaiadas aos moldes da ponte de Laguna. O governo da Bela e “Santa” Catarina, também poderia ter construído oito hospitais completos de qualidade internacional, para atender uma população total de 320 mil habitantes, incluindo 1 ano dos custos de operação. Na China, foi inaugurada este mês a ponte mais alta do mundo com um custo total de $144 milhões de Dólares e três anos para ser concluída. Com o mesmo valor gasto para manter a ponte Hercílio Luz de pé e inutilizada nos últimos 30 anos, o governo de “Santa” Catarina poderia ter construído a mesma ponte Chinesa em três anos e ainda sobraria $37 milhões de Dólares para fazer a sua manutenção adequada por décadas. Os políticos de Santa Catarina são da mesma categoria dos políticos do resto do Brasil. São eles que deveriam estar superlotando nossas cadeias.

Apesar do crime contra o patrimônio histórico, Artístico e arquitetônico do município de Florianópolis (Decreto 637/92), ninguém até hoje foi responsabilizado, preso ou processado. 

 

PRIVATE HIRE DRIVERS: ARE YOU FIGHTERS OR MOANERS?

By: Michaell Lange,

London, 11/01/17 –

That the Private Hire Driver industry is under attack we all know it. We also know that the continuation of such unfair, and in some cases, illegal rules and regulation policies, imposed upon drivers by some minicab operators, are unsustainable and utterly unacceptable. The question is quite simple, are we going to accept the status of a 21st century slave, or are we going to fight back? There aren’t many options I’m afraid! You either unite and put a stop to the exploitation (which you and your families are victims of), or you remain working more and more hours for ever less money (if that’s possible at all), until you drop dead or become penniless. The decision must be yours! Nothing will happen if we spend the days around Heathrow or gatwick airport complaining about how bad things are unless we are actually doing something about it. There is money out there guys! There are plenty of passengers too. What’s different now is the greedy and the aggressiveness of minicab firms policies under the wings of private equity firms management.

The arrival of UBER is undoubtedly a factor in changing the industry. But, the single biggest factor has been the arrival of Private Equity Firms and their insatiable hunger for “profit at all costs”. At our costs! The introduction of higher commission charges, rental and insurance prices, as well as changes in the point system, which used to allow hard working drivers to have weekly free car rental and insurance, was the actions of Private Equity Firms policies. I am sure we could compete and survive with UBER, just like British Airways compete and survive with Ryanair, M&S and ASDA, Debenhams and Primark. But, private equity firms unfair charges are killing us!

Professional drivers in the UK have been victims of a very aggressive and careless corporations which regards only about how much money they can make on them. They don’t care if your family is living on the streets, as long as their shareholders are happy, drivers wellbeing doesn’t matter. Their goal is to maximise their profits, even if that means bite in on drivers earnings! The only thing they care about us, is whether we can stay available for work as long as possible. Otherwise, drivers are just an inconvenience for them.

So, the same way we don’t expect to see rain in the desert, or kindness in the evil, we shouldn’t expect to see fairness and ethics in the way Private Equity Firms operates. From their point of view, drivers are just an inconvenience they have to deal with. Drivers complain about low pay, long hours of work, bad jobs, unfair charges and holidays, as if all these things were beyond reasonable workers rights. They don’t want to know our problems! They want us to shut up and work 24/7 for as minimum as possible. That’s why they are dreaming about driverless cars.

Private Equity Firms do what they are designed to do, and they are backed up by powerful legal teams that find the way around the Law. So, let’s not expect they will behave like ethical and moral institutions because they are far from that. They were design to be nasty beasts, and they will continue to be heavily driven by numbers and results. There is no human relations in the way they operate! They will continue to exploit us as much as they can, so they can get their shareholders stuffed with money to earn their fat bonuses at our expenses. They will not share the cake! We do the hard work just to be left with peanuts. That must stop! But, I remind you one thing; this situation can only go on as long as we allow it to. Without drivers, there are no minicab companies! That’s why we MUST UNITE!

Why do we allow these people to continue to exploit us without any resistance? Well, I suspect they know we will work longer if we need more money. The more we work, less likely we are to stop and protest. So, they pay us less, and we have to work more. The closer we are to become penniless, more concerned we will become about losing our jobs. Even when our jobs has become more like an occupation than a proper job, we will be afraid of losing it, because unemployment is a terrifying nightmare no one wants to go through. So, they know it, and they play the fear factor. It works! It will continue to work until drivers stop complaining, get united, and take action! It is possible to fight them back, and it is possible to win our industry back. But, are we willing to stand up side by side and say ENOUGH IS ENOUGH in one single voice? Drivers, we must do it! The way these firms are operating is beyond greedy. It is criminous! We have the responsibility to stop them, for our own sake!

Social Media has been a very good tool to allow drivers to get together. But, that’s not enough. Drivers must have the help of professionals and big institutions such as GMB  and UPHD unions to fight against the evil of exploitation. If you are still not a member of a union, I urge you to go to www.gmb.org.uk  or  www.uphd.org and get yourself registered. Be protected! Unions can take big corporations head on and fight for workers rights. There are over 110 thousand professional drivers in Greater London today, and I wish all of them were a GMB or  UPHD union member. There is no way we can fight big firms without the power and the expertise of unions. We need them!

Drivers, we are the only source of revenue for minicab firms. Without us, there are no minicab companies! They must understand that and treat us the same way they treat their shareholders. Without hard working drivers, there will be no returns to shareholders’ investments. If 2015 was a bad year for professional drivers, 2016 was even worse. Let’s make 2017 the year we stop the abuse. The year we will take back control of our industry! Happy 2017!

GATO POR LEBRE (política)

By: Michaell Lange,

London, 28/12/16 –

É comum ouvirmos a frase “gato por lebre” no sentido de comprarmos um produto que se parece com aquilo ofertado, mas que na verdade se trata de um produto totalmente diferente. Normalmente, o gato por lebre significa um produto similar, mas de valor e/ou importância muito inferior ao que realmente buscávamos. O mesmo problema ocorre em quase todos os sentidos da vida, incluindo a política. Quantas vezes votamos em gato e elegemos lebre? O rótulo de uma mesma proposta política pode vir com diferentes faces e cores. Na maioria das vezes, trás um apelo direcionado a um grupo específico de pessoas (eleitores clientes). Essa questão também vale para a religião, onde charlatões usam da palavra sagrada para enriquecerem às custas da humildade, do medo, e do drama humano. Mas não é de religião que iremos falar aqui.

O que é importante para todo eleitor e futuro eleitor, é fazer uma boa analise não apenas do rótulo, mas também no produto, antes de compra-lo, elege-lo ou aceita-lo. Antes de decidir, pergunte-se; Será que o rótulo realmente corresponde ao produto? Será que o político realmente corresponde a sua proposta? A propaganda enganosa é um problema epidêmico na política e é preciso muita atenção na hora de escolher nossos representantes.

Você ja se decepcionou com o tamanho do hamburger porque na foto promocional ele parecia muito maior? A verdade é que na maioria dos casos, quando elegemos um político, estamos elegendo gato por lebre. E a culpa pela falta de atenção é toda nossa! Se alguém lhe oferecer uma Mercedes- Benz zero quilômetro pelo preço de um Chevette velho, é claro que você irá desconfiar. A questão é; Por que não desconfiamos quando um político, ou um partido político, nos oferece a salvação e a solução de todos os nossos problemas, em troca do nosso voto? Para ser ainda mais direto, por que elegemos e reelegemos políticos corruptos (gato)? O voto parece ser um produto barato, mas na verdade pode ser mais caro do que você imagina. O voto pode custar seu emprego. Sua aposentadoria, a saúde da sua família e a educação dos seus filhos. Quanto lhe custaria tudo isso? Não vou citar exemplos Brasileiros para não comprometer a imparcialidade deste artigo, apesar dos inúmeros exemplos que poderíamos citar aqui. Então, para minimizar a polêmica do assunto, usaremos exemplos de outros países. Vejamos; na Holanda, Geert Wilders é o líder do partido de extrema direita chamado “Party for Freedom” ou Partido para a Libertação. Você percebe o apelo que o nome do partido promove? Isso não significa que o partido político liderado pelo Sr Wilders irá promover a libertação da Holanda, até porque a Holanda ja é um país livre, além de ser um dos países mais desenvolvidos do mundo. Por tanto, o Party for Freedom é gato, não é lebre. Na França, um dos maiores partidos políticos do país chama-se “The National Front” ou Partido da Frente Nacional. Novamente, um nome apelativo em um país livre e desenvolvido que não sofre com qualquer ameaça de invasão. No Reino Unido, o UKIP – United Kingdom Independence Party – ou Partido da Independência do Reino Unido, é mais um exemplo. O Reino Unido é um país independente e livre, mas na visão do líder do UKIP, Nigel Farage, o país é refém da União Européia, ou seja, pura demagogia. É gato por lebre! O que todos estes partidos tem em comum é o apelo populista para obter o poder. Quando você encontra partidos com nomes apelativos sobretudo em países ricos, livres e desenvolvidos, a libertação e a independência dos nomes estão na verdade, escondendo a intolerância contra imigrantes,, negros e religião. De fato, todos os partidos políticos acima, são anti-imigrantes, anti-EU e anti-Islamismo, o que sugere a teoria do gato por lebre ja que, a liberdade e a independência presente no rótulo, na verdade significam, perseguição, discriminação e proibição, o oposto de liberdade e independência. O rótulo não condiz com o produto e por tanto, é gato.

Vejamos outros exemplos:

O Comunismo – Karl Marx pensou que tinha uma grande idéia que poderia ser a solução para salvar a humanidade das garras do Capitalismo. Para que sua idéia fosse aceita pela maioria do povo, havia a necessidade de um apelo populista ou seja, que fosse aceito pela classe operária. O rótulo para o seu produto também precisava ser apelativo, mesmo que na realidade o rótulo não descrevesse com honestidade seu produto. Karl Marx escolheu chama-lo de Comunismo. Na concepção da palavra, comunismo origina-se do comum ou seja, que beneficia a maioria. Por isso, quando ouvimos alguém falar em “governar pelo bem comum”, estamos falando na verdade, do comun-ismo ou comunismo, de governar pelo bem de todos. Mas o Comunismo de Marx não era bem isso. Vejamos: Quando Marx dizia em seus escritos que toda forma de produção deve estar sob o controle do estado, Marx não esta falando de comunismo, mas sim de totalitarismo. A palavra totalitarismo tem origem na palavra total, que na política se refere ao controle total, seja por um ditador, imperador ou Rei. Por tanto, regimes como o de Cuba e Coreia do Norte, não são sistemas Comunista, mas sim de totalitaristas. O estado e seu ditador, tem o controle total do país. Mas vale ressaltar que a teoria de Marx não é uma teoria inútil, muito pelo contrário. Na verdade, Marx é essencial para qualquer estudante de política e relações internacionais. Ninguém até hoje soube descrever o Capitalismo de forma tão brilhante e detalhada quanto Marx. Seus trabalhos, sobretudo os livros “O Capital” e “O Manifesto Comunista”, deveriam ser lidos por todos que tenham qualquer interesse em entender como funcionam os sistemas políticos que dominam o mundo hoje.

O Free Market – A palavra free market significa mercado livre ou seja, sem barreiras e sem regulamentação. A idéia por trás do nome é justa pois, promove a livre concorrência. A concorrência beneficia o consumidor com preços baixos e de qualidade. Mas não é isso que vimos acontecer mundo afora. De fato, o free market não existe. Essa teoria foi usada estrategicamente contra países emergentes para que multinacionais, sobretudo da Europa e EUA, tivessem livre acesso a seus mercados. Por outro lado, empresas de países emergentes, encontram todo tipo de barreiras e regulamentação para venderem seus produtos na Europa e EUA. A agricultura da União Européia por exemplo, recebe um subsidio anual superior a 60 bilhões de Euros. Por conta disso, agricultores Europeus conseguem vender seus produtos abaixo do preço de custo, formando uma barreira protecionista que impede a livre competição de produtos semelhantes de países não Europeus. A Africa é a grande prejudicada nesse caso ja que, o continente é responsável por grande parte da produção agrícola mundial. O Brasil tem a mais de 10 anos, um processo na OMC contra o subsidio do Algodão Americano que impede que o Algodão Brasileiro seja competitivo no mercado internacional. O mesmo ocorreu com a empresa Brasileira Embraer, que ganhou um processo na justiça contra a empresa Canadense Bombardier, por conta dos subsídios pagos pelo governo Canadense que possibilitava a Bombardier a vender seus aviões a um preço muito abaixo dos aviões da Brasileira Embraer. A política protecionista é a maior evidencia de que o Free Market não existe ou seja, é gato por lebre. O rótulo prega o livre comércio, mas o produto verdadeiro não tem nada de livre.

Os exemplos são infinitos. Produtos com rótulos para promover o bem, mas que promovem o mau. Sistemas que prometem o bem comum, mas na verdade promovem o totalitarismo. Partidos que prometem a libertação, mas no fundo promovem a divisão, a discriminação e a proibição. Idéias de liberdade que na verdade aprisionam. Num mundo dominado pela informação 24 horas, é cada vez mais fácil vender gato por lebre. Manter a mente aberta e em alerta total, é a grande arma contra produtos nocivos, com rótulos de chocolate. A oferta de libertação pode muito bem significar seu aprisionamento. Todo indivíduo tem a responsabilidade de zelar por sua liberdade de pensamento. Se continuarmos com o atual comportamento passivo diante de tanta oferta fraudulenta, seremos continuamente vitimas da nossa própria indolência. Todo cuidado é pouco!

Feliz 2017!