Análise: Mark Manson e a Carta Aberta ao Brasil

By: Michaell Lange,

London, 14/02/16 –

Uma carta de um gringo chamado Mark Manson intitulada “Carta aberta ao Brasil”, circulou pelas redes esta semana e criou um certo rebuliço junto a algumas comunidades da rede. Os motivos que me levaram a escrever um artigo sobre a carta de Manson são um tanto confusos. Concordo com muito do que foi dito por ele, inclusive ja dediquei vários artigos a um dos argumentos principais da sua carta aberta ao Brasil. A revolução do pensamento ou revolução iluminista como costumo chamar, foi o grande mérito da carta e do próprio Manson. Obviamente, discordei de algumas afirmações feitas na carta e percebi alguns equívocos que pretendo esclarecer melhor no decorrer deste artigo. Deixo claro que minhas observações foram feitas de um ponto de vista pessoal, fundadas na minha visão e baseadas em minhas próprias experiências. Por tanto, não se surpreenda caso discorde dos argumentos que pretendo apresentar abaixo. Dependendo de onde você mora no Brasil e suas experiências, ha grandes chances que a sua visão de Brasil sejam diferentes das minhas.

Quando Manson afirma que o problema do Brasil é o próprio Brasileiro, ele não esta totalmente errado. Afinal de contas, os problemas de toda a humanidade não foram criados por outra criatura se não pelo próprio ser humano. Também concordo que essa afirmação deve ter ofendido um bom punhado de Brasileiros mas, esse sentimento de ofendido, principalmente quando é perpetrado por um gringo, não é totalmente culpa do Brasileiro. A afirmação em si não me ofende pois, como ja havia dito, concordo, mesmo que em parte, que a culpa seja mesmo de todos nós Brasileiros. Mas, quando digo que a culpa do Brasileiro é apenas parcial, é porque acredito que um povo pode ser, como todos os outros povos do planeta, extremamente influenciados a pensar de uma certa forma, seguindo uma certa linha de pensamentos impostos por forças externas e internas, como uma doutrina ou pelo meio em que as pessoas vivem. Isso pode ser chamado também de, mentalidade. Essa mentalidade pode ser moldada pela cultura e vice-versa. Manson, também acerta quando se refere a cultura Brasileira. Mas, a cultura Brasileira, como todas as culturas ao redor do planeta, não é algo novo ou algo que não esteja em processo de desenvolvimento constante. A cultura é algo que muda o tempo todo, influenciada pelas mudanças sociais, pelas características do povo juntamente com a sua carga genética e histórica. Isso foi, infelizmente, ignorado por Manson. Particularmente, acho um equívoco comparar culturas. Acredito que devemos apenas apreciar nossas diferenças e absorver culturas com a devida dose de tolerância. Ser diferente nem sempre precisa ser um problema. É importante considerar por exemplo, que uma cultura de origens Anglo-Saxônicas terá um comportamento diferente de uma cultura com origens Latinas. Uma forma de observar melhor estas diferenças esta na forma como o Brasileiro é em sua natureza de ser e viver. A cultura Brasileira, salvo as influencias Africanas mais recentes, divide muito mais similaridades com Italianos, Espanhóis e Portugueses porque a origem de todas estas culturas é Latina. O mesmo ocorre com os Alemães, Ingleses e Holandeses cuja origem das suas culturas são Anglo-Saxônicas. Por tanto, é um equivoco esperar que um latino, ou seja, um Italiano, Espanhol, Português ou Brasileiro, tenham comportamento frio, extremamente individualista e não familiar. Ao mesmo tempo, seria um equivoco esperar que Alemães e ingleses fossem calorosos, extrovertidos e familiares como nós, latinos, somos.

Manson, tentou citar um exemplo para demonstrar a forma desonesta como os Brasileiros costumam se comportar. No exemplo citado por Manson, ele simula um grupo de amigos seguindo em um carro quando de repente, batem em outro carro quebrando o retrovisor do carro estacionado. O motorista resolve não parar, ja que ninguém além de seus amigos, havia testemunhado o ocorrido. Manson pergunta quem dos amigos teria coragem de entregar o amigo condutor do carro pelo acidente ocorrido na noite anterior. Manson acredita que a maioria dos Brasileiros não entregariam o amigo. Mas, o exemplo citado por Manson tem dois problemas. Primeiro, a mesma situação em outros países do mundo teria provavelmente, o mesmo final, principalmente se o grupo de amigos fossem adolescentes voltando de uma festa. Mas, pessoalmente conheço vários Brasileiros, incluindo eu, além de amigos de vários países, que imediatamente teriam feito o motorista parar o carro e resolver o problema ali mesmo na hora, ou no mínimo deixaria um bilhete no para-brisas do carro com um telefone de contato e um resumo explicando o ocorrido. Eu mesmo ja fiz isso antes quando sem querer, danifiquei uma bicicleta que estava acorrentada a um poste próximo do local que eu estava estacionando o carro. Deixei um bilhete, a menina me ligou me falando o valor do prejuízo e paguei a dívida. Um outro amigo meu teve seu carro danificado em frente a sua casa aqui em Londres e teve que arcar com o prejuízo.  Obviamente, também conheço muita gente que protegeria o amigo da enrascada e deixariam o dono do outro carro arcar com a injustiça. A questão moral desse exemplo esta mais ligada a natureza humana do que com a mentalidade desonesta do Brasileiro.

Manson afirma que, “nos países desenvolvidos o senso de justiça e responsabilidade é mais importante que qualquer indivíduo”. Isso é outro equívoco porque o senso de justiça e responsabilidade em que Manson se refere é muito subjetiva. O Americano por exemplo, criou uma idéia de “national security” ou segurança nacional, que exclui todo o senso de justiça e responsabilidade relacionado ao resto do mundo. Quando a sua segurança nacional esta ameaçada, todos os tipos de atrocidades, guerras, irresponsabilidades e injustiças, são justificadas. É importante lembrar que para o governo Americano, a simples existência de outras nações é uma ameaça a sua segurança nacional. Por tanto, o senso de responsabilidade do Americano nesse caso, é reservado a comunidade em que ele vive, ignorando aqueles que não fazem parte do seu ciclo ou seja, quem não é Americano. Os Alemães, Gregos e Italianos, por outro lado, tem demonstrado um senso de responsabilidade e justiça muito mais honesto, moral, apurado e abrangente no que se refere as suas respostas a maior crise humanitária de refugiados desde o final da segunda guerra mundial. Porém, Manson acerta em cheio quando afirma que o senso de responsabilidade do Brasileiro se limita a sua família e seu ciclo de amizades. Isso também ocorre em outros países, mas no Brasil essa premissa parece ser mais evidente.

O Brasileiro não é um povo egoísta Sr Manson. O ser humano é! É extremamente errôneo acreditar que o Brasileiro é egoísta porque é capaz de prejudicar outro Brasileiro para beneficiar sua família. É um pensamento contraditório pois, essa regra esta na base de toda sociedade capitalista liberal, que domina o mundo hoje. Quando conseguimos fazer um comprador trocar o fornecedor do seu produto, você esta inevitavelmente, prejudicando a família do vendedor que perdeu o cliente. Quando uma empresa vence uma licitação, todas as famílias que dependem das empresas perdedoras, serão prejudicadas. Quando o super-mercado coloca o preço do pão a R$0,1 centavo para quebrar as padarias próximas ao super-mercado e consequentemente comprometer a vida das famílias dos donos das padarias, isso não é egoísmo, mas sim, uma lei (cruel) de marcado, que é a base da sociedade em que vivemos hoje. Manson, fala que altruísmo é “abrir mão dos próprios interesses para beneficiar um estranho se for para o bem da sociedade como um todo”. Ironicamente, esse conceito fecha com o conceito da sociedade Comunista, ou seja, quando as pessoas abrem mão dos seus interesses em detrimento do bem comum (comum-ismo), e vai contra o conceito de capitalismo, onde os interesses pessoais estão acima dos interesses e do bem estar social das outras pessoas. A própria Margaret Thatcher afirmou que a “sociedade não existe, o que existe são famílias e indivíduos” disse ela. É ainda mais irônico o fato de que esse altruísmo é algo muito raro em países desenvolvidos onde a competitividade e o senso de obrigação despejado sobre o cidadão em ser melhor que o outro, é ensinado para crianças ja nos primeiros anos de escola. O stress que as crianças e os jovens de países desenvolvidos como os EUA e o Reino Unido são sujeitos pela preocupação de não se tornarem um “loser” ou perdedor, é ao meu ver, um ato criminoso. A felicidade deixou de ser prioridade nestes países. A prioridade é ter sucesso financeiro. Mas, essa idéia é trágica e pessoalmente, não acredito que deve ser seguida. O sucesso de um país não pode ser medido pelo seu PIB, mas sim pela capacidade do seu povo de alcançar a felicidade e ser feliz, e isso não necessariamente, envolve ser rico ou pobre porque a felicidade não depende destes dois estados.

A questão da vaidade, levantada por Manson, foi apenas um erro de tradução, assim acredito. De fato, a tradução exata da palavra vaidade, é a mesma. Porém, os significados são diferentes. A vaidade do povo Brasileiro se refere a se vestir bem. Tem a ver com higiene pessoal, roupa limpa, cabelo bem arrumado e limpo. Tem a ver com estar cheiroso/a e de aparência limpa. A vaidade para o Americano e para o Britânico, tem a ver com soberba, egocentrismo, querer ser importante. Por isso, ser vaidoso nos EUA e no Reino Unido é algo negativo e no Brasil não. Mas, mesmo sendo considerado um insulto, a vaidade, no conceito negativo dos Norte Americanos e Britânicos, esta em todas as partes, seja nos monumentos colossais, na aparência e na forma artificial de ser das pessoas, e em quase tudo que envolve o mundo Hollywood. E isso não explica porque os Brasileiros ricos não se importam em pagar três vezes mais por uma roupa de grife. Na verdade, o rico Brasileiro não é diferente dos ricos de outros países. De fato, os ricos Brasileiros são inspirados pelos ricos Americanos e Britânicos. Além disso, quem paga até três vezes mais por uma roupa de grife, não é o Brasileiro rico, mas sim, o Brasileiro pobre. E isso não tem nada a ver com vaidade. Isso tem a ver com segurança. Meu avô costumava a dizer; “se você tem dinheiro, ande como queira. Se você não tem dinheiro, ande de terno e gravata”. De terno e gravata, as pessoas lhe tratam bem, você é bem recebido em todo lugar mesmo sem ter um “puto” no bolso. A polícia militar não para você, não revista, não da tapa na cara. É triste, mas é uma realidade de quem vive em “survival mode” numa selva de pedra como o Brasil. O Brasileiro rico vai para Miami e compra tudo por um terço do preço que seria no Brasil.

O Sr Manson disse que muitos gringos acham os Brasileiros preguiçosos. Aqui, me parece novamente, mais um erro de tradução e significado. Pelo menos em Londres, o Brasileiro é, junto aos Poloneses, os trabalhadores mais procurados pelos empregadores por conta da sua vontade de trabalhar. Brasileiro não chega atrasado, não perde dia de serviço e não se importa de fazer hora extra. Mas, não é totalmente errado dizer que o Brasileiro trabalha apenas o necessário. Talvez ai esteja a confusão de conceitos. O Brasileiro da valor ao seu tempo livre, não abre mão do lazer, nem que seja apenas para assistir novela. Férias na praia é quase uma obrigação, e o mundo pode estar em guerra que o carnaval não é cancelado. Nada disso faz parte do problema que Manson procurou expressar na sua carta. Por outro lado, nos EUA, tirar férias é quase uma vergonha. As pessoas tem medo de tirar férias e serem mal vistos pelos chefes ou perder a posição na empresa ou perder a chance de ser promovido. Acho que nesse caso, Americanos e Brasileiros tem algumas lições para ensinar um para o outro. Mais uma vez, vale salientar que o sucesso financeiro, prioridade nos EUA, não é sinônimo de felicidade. Seria bom ter os dois, mas um, necessariamente precisa anular o outro. Essa me parece ser apenas mais uma questão cultural. Por exemplo: O Italiano trabalha 4 dias da semana, folgando na Quarta Feira, e nos dias que trabalha, cumpre a “sesta” ou seja, dorme do meio dia as 15hs, e ninguém acha o Italiano um povo malandro. O Finlandês tem uma carga horária de 6 hs diárias, mas nem por isso é visto como um povo malandro. O Brasileiro é de modo geral, pobre e sub-desenvolvido, mas trabalha 6 dias por semana, de 10 a 15hs por dia. Mas, quando tira férias pra pular carnaval, é considerado um povo preguiçoso, muitas vezes pelo próprio brasileiros.

O Brasileiro também é, em muitos casos, um povo mais flexível. Mas mesmo isso se limita a casos. Chegue atrasado ao trabalho por exemplo e as chances de você perder o emprego são altas. Mas, chegar atrasado para encontro de amigos não é um problema tão grave. No Reino Unido, você liga para seu chefe as 8:00hs da manhã para avisar que você não esta se sentindo bem e que ficara em casa e ele dirá, obrigado por ter ligado. Mas, chegar atrasado de modo geral é algo mal visto. O Brasileiro leva isso numa boa e na maioria dos casos, não é algo muito sério. Manson diz que o Brasileiro pune os bem sucedidos e “recompensa quem falhou ou esta fazendo algo errado”. Na verdade, essa é uma visão bem anglo-saxônica. O Brasileiro não pune os bem sucedidos. O problema é que o Brasileiro não tem oportunidades. Eu vivo em Londres a 13 anos e conheço boa parte da Europa e dos Europeus, e posso afirmar com certa convicção que o Brasileiro é um dos povos mais empreendedores do mundo. Todo Brasileiro que eu conheço sonha em ter o próprio negócio, nem que seja um carrinho de cachorro quente. O problema do Brasil são oportunidades e as oportunidades que existem são, de uma forma ou de outra, reservadas para “os escolhidos”. Mesmo que eventualmente alguém consiga chegar ao topo vindo la de baixo, a barreira que separa os “escolhidos” dos “não escolhidos” é monumental. Não basta ter talento, você depende de quem são seus amigos, de onde você mora e da cor da sua pele. Nos EUA se você tem talento, indiferente de onde você veio, a vida esta praticamente ganha para você, porque as oportunidades estão la a sua espera. A afirmação de Manson de que recompensamos quem falha e punimos os bem sucedidos, seria mais justa se as condições de oportunidades no Brasil fossem semelhantes as encontradas nos EUA. Isso é tão verdade, que a maioria dos Brasileiros que vão morar nos EUA, costumavam ser desempregados no Brasil e depois de apenas 1 ou 2 anos morando nos EUA, mesmo ilegalmente, ja estão criando emprego no Brasil com investimentos feitos com dinheiro ganho nos EUA. Os exemplos são inúmeros. Mas, Manson afirma que punir o bem sucedido faz o Brasileiro criar uma sociedade que “acredita que a única forma de se dar bem é traindo, mentindo, sendo corrupto…”. Isso também é muito subjetivo. Toda sociedade, principalmente as capitalistas liberais, são corruptas, as pessoas mentem e traem. Por isso, esse problema também não é algo que faz do Brasil o país que é.

A repercução da carta de Manson nas redes sociais também evidenciou um outro problema sério do povo Brasileiro. Continuamos profundamente, sendo afetados pela “síndrome do CCE”. A síndrome do CCE é aquela cujo o Brasileiro não da valor ao que vem da terra e assume que tudo que vem de fora é, inevitavelmente, melhor. Nem sempre isso é correto. Confesso que ja escrevi 3 ou 4 artigos falando sobre os mesmos argumentos apresentados por Mark Manson, mas nenhum deles teve nem de longe, tamanha repercução. Não que eu seja um escritor de muito talento. É apenas no fato de que seus argumentos são muito semelhantes aos meus, mas por ter vindo de fora, as portas se abriram mais largamente. Mas, o importante aqui é que o Brasileiro leia e absorva estas idéias porque agora mais do que nunca, acredito que não sou o único a acreditar que o Brasileiro precisa mudar suas atitudes para poder mudar o Brasil. Eu costumo dizer que o Brasileiro precisa ser o Brasil que ele deseja viver. Não basta desejar um Brasil sem corrupção. O Brasileiro precisa deixar de ser corrupto. Não basta querer um Brasil mais justo. É preciso ser um Brasileiro mais justo. O Brasil não é feito apenas pelo governo. O Brasil é feito pelo conjunto das atitudes diárias de cada Brasileiro. No momento em que mudarmos nossas atitudes, o Brasil muda junto com a gente.

A carta aberta ao Brasil, escrita por Manson, não deixa de ser mais um documento importante que relata a necessidade e a importância do momento para o Brasileiro introduzir estas mudanças. A revolução pessoal, proposta por Manson, é o grande triunfo desta carta e por isso, apesar das minhas ressalvas, continuo indicando essa leitura a todos os Brasileiros. A revolução pessoal é a chave para um futuro mais justo e digno para todos, e para que isso aconteça, você precisa ignorar o que os outros estão fazendo. Faça você a coisa certa, mesmo que você seja alvo de piadas. No final, os bons exemplos irão prevalecer. Não espere pelo governo, ele nunca ira nos ajudar. A mudança precisa partir de baixo para cima. E acima de tudo, não precisamos deixar de ser um povo acolhedor e quente, para que sejamos uma sociedade mais justa. Não precisamos ser mais parecidos com Norte Americanos e Europeus para sermos melhores. Na verdade, podemos ser melhores do que eles, basta que nossas atitudes com relação aos outros seja mais justa e honesta.

link:

“Uma carta aberta ao Brasil” por: Mark Manson

Uma Carta Aberta ao Brasil

 

2 thoughts on “Análise: Mark Manson e a Carta Aberta ao Brasil

  1. Olá, concordo que analisar um povo é algo muito complexo e o sr. Mark falhou em entender que várias de suas características dizem mais do gênero humano que exatamente do brasileiro. Considerando que ele me parece ser essencialmente um auto-intitulado guru de autoajuda confesso que não estou muito surpreso. Especialmente pela completa falta de método para suportar os argumentos sobre porque o brasileiro é deste ou daquele modo.

    O famoso Ariano Suassuna criticava a famosa baixa estima do brasileiro, que explica o sucesso do artigo de Mark Manson, dizendo que nos tempos do Brasil colônia o Brasileiro sonhava em ser português, nos do Império em ser inglês, na república em ser francês e do século XX em diante em ser americano. Como ele torço para o sejamos capazes de aprender com os estrangeiros sem perder o que nos torna únicos.

    Nesse aspecto um livro que gostei muito e recomendo é “A Cabeça do Brasileiro” um estudo longo sobre os valores do povo brasileiro que chegou a resultados bem interessantes. O livro foi muito criticado por setores da esquerda brasileira porque os resultados da pesquisa contrariavam a idéia glamourizada do parcela mais pobre da população. Crítica ao resultado e não questionando o método dele. Ao mesmo tempo o estudo acaba sendo otimista em relação ao brasileiro mostrando que a população mais jovem tende a ser mais progressista. E já vi outros artigos interessantes sugerindo que as classe mais baixas e jovens da população tem um grande potencial para o empreendedorismo.

    Mas convenhamos, ainda há um longa caminhada pela frente. Tenho dúvidas se estarei vivo para ver, mas acho que vale a pena trabalhar por isso.

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