Reino Unido e União Européia: Um possível caso de Destruição Mútua

By: Michaell Lange,

London, 18/02/16 –

Durante a campanha eleitoral de 2015, David Cameron, líder do partido dos conservadores no Reino Unido, fez uma promessa ao povo Britânico que caso fosse eleito, faria um referendum para que os Britânicos decidissem se o país deveria ou não, permanecer na União Européia. Durante a campanha eleitoral, a promessa para um referendum parecia uma aposta viável apesar da posição pro-União Européia de David Cameron ser clara. Mas, o referendum seria um trunfo eleitoral e o risco parecia valer a pena. Os conservadores eram o único partido na campanha eleitoral a oferecer o referendum. Todos os outros partidos, incluindo os Liberais, o Partido dos Trabalhadores (labours) e o Partido Nacional Escocês (SNP), eram a favor da permanência do Reino Unido na UE sem a possibilidade de referendum. David Cameron usaria a promessa do referendum como uma de suas principais cartas de campanha. A estratégia funcionou e surpreendeu até mesmo os conservadores mais otimistas. David Cameron venceu com uma histórica maioria parlamentar e imediatamente se viu com um grande problema nas mãos. Para David Cameron, a permanência do Reino Unido na União Européia é essencial para a economia do país. Mas, para valorizar a questão do referendo durante a campanha eleitoral, Cameron havia afirmado que o Reino Unido sairia da União Européia caso suas propostas de reforma não fossem aprovadas pela UE. Muitas das propostas de reforma feita por Cameron envolviam o controle de entrada e saída de trabalhadores vindos de países da UE e o não pagamento de benefícios durante os primeiros 4 anos de residência e contribuição no Reino Unido. Estas propostas foram imediatamente rejeitadas pela UE por fazerem parte dos princípios e valores básicos nos quais a UE foi criada. Essa imediata rejeição Européia colocou o Primeiro Ministro Britânico em uma posição extremamente difícil. Cameron fez seguidas adequações e cortes nas suas propostas iniciais que seguidamente voltaram a ser rejeitadas pela UE. A medida em que as relações entre o Primeiro Ministro Britânicos e os outros membros da UE declinavam rapidamente. David Cameron assistia horrorizado a uma crescente possibilidade de ver seu país abandonar a UE por meio do mesmo voto popular que havia lhe dado maioria no parlamento Britânico. Cameron não teve alternativas a não ser a de apostou no tudo ou nada. Neste exato momento, David Cameron esta reunido com os líderes da UE em Bruxelas, com uma proposta no mínimo humilde em comparação a sua ousada proposta inicial, para tentar convencer seus parceiros Europeus a aprovar medidas que ele possa apresentar aos Britânicos como motivos positivos para a permanência do país na UE. David Cameron também precisará convencer muitos de seus parlamentares ja que o próprio partido conservador se encontra dividido na questão da permanência do país na UE. Se Cameron sair vitorioso no referendum, o Primeiro Ministro certamente entrara para a história como um dos maiores líderes Britânicos desde Churchill e Thatcher. Mas, se perder e o Reino Unido sair da UE, David Cameron sera obrigado a renunciar o cargo de forma humilhante e aceitar a culpa juntamente com seu país, de todas as incertas consequências que a saída do Reino unido poderá acarretar a UE.

Historicamente, as relações entre o Reino Unido e o restante da Europa acumulam séculos de hostilidades. Por vários séculos os Britânicos sofreram inúmeras tentativas de invasão pelos Espanhóis, Franceses e Alemães, sem falar dos Romanos e dos Vikings num passado um pouco mais distante. Mas, o povo Britânico também tem um caso de amor com a Europa continental. Milhões de Britânicos visitam os países Europeus todos os anos em busca do Sol, do calor, das praias, da cultura, da comida e também das estações de ski. De fato, mais de 1.5 milhões de Britânicos trocaram o frio, a chuva e o céu cinzento do Reino Unido para viver na Europa Continental. E quem culparia eles por isso? Mesmo assim, os séculos de hostilidades continuam fazendo os britânicos olharem para o continente com um certo ar de desconfiança.

Em poucos meses (David Cameron pretende marcar o referendum para Junho), os Britânicos decidirão o futuro da sua permanência na UE. A decisão de permanecer ou abandonar a UE tera um profundo impacto no futuro da Europa. Assim como foi confusa a campanha no referendum da Escócia, que decidiu permanecer membro do Reino Unido, sera um processo confuso e difícil para os Britânicos conseguirem enxergar além da cortina de fumaça promovida pela campanha dos prós e contras para garantir a atenção e o voto dos eleitores. A campanha de desinformação torna extremamente difícil para o votante saber ao certo quais são os reais pontos positivos e negativos na hora de decidir qual é a melhor alternativa para o país. O nacionalista e anti-União Européia, Nigel Farage, líder do partido Britânico de extrema direita, o UKIP, afirma que a permanência do Reino Unido  na UE significara a perda do controle de fronteiras e parte da sua soberania, ja que muitas Leis são aprovadas pela assembléia Européia em Bruxelas e não pelo Parlamento Britânico em Londres como defende Nigel Farage. Mas, é difícil saber o quanto desta retórica é verdadeira, e o quanto é apenas propaganda inconsequente dos nacionalistas. É importante considerar que vivemos em um mundo globalizado, onde nenhum país tem total controle de sua economia. A economia mundial é interdependente e não possui fronteiras. Sabemos como um calote da Argentina ou a falência de um banco  Americano pode transformar a economia mundial num caldeirão de turbulências. O Reino Unido por exemplo, foi obrigado a autorizar um abono fiscal de £1 bilhão de Libras (R$5.5 bilhões de Reais) para convencer o banco HSBC a mantiver seu escritório central em Londres. A gigante Google, também negociou recentemente, um pagamento de £130 milhões de Libras junto ao governo Britânico, referente aos últimos 10 anos de impostos devidos pela empresa que segundo o líder do partido dos trabalhadores (labour) Jeremy Corbyn, é equivalente a apenas 3% do valor real de impostos devidos pela empresa aos cofres públicos. O governo Britânico também não conseguiu parar a enxurrada de metal Chinês que tem causado um verdadeiro turbilhão no mercado de ferro local causando a falência de empresas Britânicas e a perda de milhares de postos de trabalho. Estes exemplos evidenciam as dificuldades dos países em lidar com problemas econômicos globais que não respeitam fronteiras ou soberania de qualquer país, independente de fazer parte da UE ou não.

A questão da imigração é um problema que preocupa os Britânicos. Mas, até que ponto a participação do Reino Unido na UE e o livre movimento de cidadãos entre os países membros, é realmente um componente importante no problema da imigração no Reino Unido? Segundo Nigel Farage, 450 milhões de Europeus tem livre acesso ao Reino unido, incluindo acesso ao sistema de saúde, pensões e benefícios, o que de fato, é uma afirmação verdadeira apesar de ser uma suposição sensacionalista e irreal acreditar que a população inteira da Europa poderia se mudar para o Reino Unido. Outra evidencia contraditória as afirmações de Nigel farage, é que o Reino Unido não foi afinal, invadido por milhões de Búlgaros e Romenos pobres como o Sr Farage havia previsto que aconteceria logo após a entrada dos dois países na UE. De fato, como comprovou a Radio LBC, apenas 7 cidadãos Romenos entraram no Reino Unido no primeiro dia de movimento livre dos dois países dentro da UE, muito diferente dos números previsto por Nigel Farage. Por outro lado, algumas das maiores comunidades estrangeiras no Reino Unido como por exemplo, as comunidades de Indianos, Africanos, Paquistaneses, Brasileiros, Australianos e Chineses, não fazem parte da UE. Isso nos leva a questionar se o problema da imigração seria realmente um problema causado pela UE ou pelos próprios legisladores do parlamento Britânico em Londres. Não ha duvidas de que a questão da imigração é um problema sério para os Britânicos, mas esta questão não deve ser a questão central na decisão sobre o futuro dos Britânicos na UE.

Pessoalmente, minha maior preocupação não esta diretamente ligado as questões econômicas, soberanas e imigratórias. Minha preocupação esta diretamente ligado as implicações que um possível “desabamento” da UE poderia trazer ao continente Europeu como consequência da saída do Reino Unido da UE. Caso isso ocorra, nenhum país estará seguro. Um possível colapso da UE seria desastroso para o mundo inteiro e mesmo os maiores céticos e anti-UE precisam considerar os riscos de tais consequências. A recente crise na zona do Euro talvez tenha algumas lições para nos ensinar. A questão da Grécia causou grande consternação ao mercado mundial por conta das possíveis consequências da saída do país da UE. No final, a Europa foi obrigada a manter a Grécia na UE por conta dos riscos que a sua saída implicariam. No caso do Reino Unido, as questões e os riscos são infinitamente maiores, mas a decisão final desta vez, estará nas mãos dos Britânicos.  David Cameron pode ter usado o exemplo Grego para acreditar que poderia forçar suas vontades junto ao conselho Europeu. O que Cameron talvez não esperasse, era que a própria UE reconhecesse que o Reino Unido tem muito mais a perder com sua saída da UE do que a Grécia. Por isso o impasse entre a UE e o Reino Unido se parece cada vez mais, com um caso de destruição mútua. O termo destruição mútua, foi usada durante a guerra fria para definir a situação nuclear entre os EUA e a então União Soviética onde ambos os países tinham capacidade de destruir um ao outro em caso de um ataque nuclear. A capacidade de destruição mútua, anula qualquer possibilidade de vitória, ja que em caso de ataque ambos os países seriam totalmente destruídos. No caso da UE e do Reino Unido, as similaridades de autodestruição são diferentes apenas nos meios. Durante a guerra fria, a arma era a bomba atômica. Ja na questão entre UE e o Reino Unido, a arma seria o desastre econômico. A sobrevivência da UE e do Reino Unido esta na capacidade dos dois blocos se manterem unidos dentro da UE. O divórcio seria fatal para ambos os lados. Se a saída do Reino Unido levar a UE ao desastre econômico, é certo que o Reino Unido e possivelmente o mundo inteiro, seja diretamente afetado. Até que ponto o Reino Unido esta preparado a correr este risco? Até que ponto a UE esta preparada a vetar os pedidos de reforma dos Britânicos e arriscar perder a sexta maior economia do mundo? De uma forma ou de outra, tanto o governo Britânico quanto a UE tem um caso de “missão impossível” nas mãos. Convencer os Britânicos a votarem a favor da permanência do país na UE não será tarefa fácil. Resta saber quem irá piscar primeiro.

As complicações econômicas no caso de um colapso da União Européia talvez não sejam as piores das consequências causada por uma possível saída do Reino Unido. O principal motivo que me levará a votar a favor da permanência do Reino Unido na UE, é o mesmo motivo pelo qual a União Européia foi criada. Quando Robert Schuman e Jean Monnet formularam a idéia de uma comunidade européia, o principal objetivo era evitar que a Europa voltasse a entrar em destrutivas guerras novamente. Esse principio, ao meu ver, continua sendo extremamente relevante hoje. Um colapso da UE e um colapso da economia da região causaria graves distúrbios sociais. Desemprego, explosão da pobreza, falência nos sistemas de saúde e previdência social além do encerramento de outros serviços públicos. Os países Europeus acabariam por seguir seus próprios caminhos. Esse cenário seria um prato cheio para grupos de extrema direita incluindo, fascistas e nazista que hoje atuam secretamente em toda a Europa. A possível volta ao poder de grupos radicais colocaria novamente, a estabilidade da Europa em sérios riscos de conflito. Muita gente, incluindo a nova geração de jovens Europeus, não acreditam que o continente poderia volta a guerrear novamente em pleno século 21. Infelizmente, a história prova nossa contrariedade. Vale lembrar que a primeira guerra mundial também foi chamada de “a guerra para por fim a todas as guerras”. As pessoas acreditavam que uma guerra tão terrível seria o suficiente para evitar outras guerras futuras. Porém, apenas uma década depois a Europa iniciava a segunda guerra mundial que foi consequentemente, seguida pela guerra fria. Seria um grande erro acreditarmos que a Europa não seria mais capaz de iniciar um novo conflito armado. Não podemos subestimar a capacidade de grupos extremistas que atuam em toda a Europa, de voltar ao poder. Tudo depende da situação socio/econômico da região. Se a Europa continuar com a UE, mesmo com períodos de instabilidade, não ha riscos de uma nova guerra. Mas, um colapso da UE seguido por uma falência das instituições sócio/econômicas da região colocaria a Europa em uma situação extremamente delicada. É vital que os Europeus e principalmente os Britânicos, entendam que a Europa estará segura com a UE, e a permanência do Reino Unido no bloco econômico é de extrema importância para a manutenção do poder no continente. A decisão de abandonar um projeto que garantiu a Paz na Europa nos últimos 70 anos, me parece uma idéia no mínimo perigosa e irresponsável.

Por outro lado, a permanência do Reino Unido na UE não significa que os Britânicos tenham que aceitar a atual estrutura da união. A UE passa por um momento de instabilidades tanto nas questões econômicas quanto sociais. Reformas são necessárias para tornar a o bloco econômico mais justo e transparente. Se os Britânicos permanecerem na UE, David Cameron precisará fazer todos os esforços para desenvolver um relacionamento mais produtivo e amigável com o restante da Europa. Não é sensato dar continuidade a uma relação que coleciona desconfiança e desinteresse. Ninguém tem nada a ganhar com isso. Indiferente da forma como os Britânicos irão votar no próximo referendum, é vital que argumentos secundários como a imigração e o sistema de benefícios, não tenham mais peso do que argumentos como a segurança do continente como um bloco único. Os Britânicos não estarão votando apenas pelo futuro do seu país mas sim, pelo futuro de toda a Europa. Por isso não ha margens para erro. David Cameron ja sinalizou sua vontade de fazer o referendum no próximo mês de Junho. É certo que este será um mês de muita apreensão no mundo inteiro. Se errarmos o alvo, as consequências poderão ser historicamente desastrosas.

The UK and the EU Question: A Possible Case of Mutual Assured Destruction

By: Michaell Lange,

London, 17/02/16 –

During the campaign for the 2015 general election, David Cameron has promised a referendum over the United Kingdom membership on the European Union. At the time, it was a political strategy worthing the gamble. It would make a clear differentiation between the Tories and the other political parties regarding the EU. It worked better then most people would predict and David Cameron won a historic majority seats at the British Parliament. Now, Mr Cameron has a problem in his hand he didn’t really asked for. The Prime minister is feeling increasingly desperate to get his proposals approved by Brussels before the referendum to ensure Britain remains inside the European Union. However the effort, he is watching in horror the growing possibility of a so called Britexit become a reality and he knows too well the disastrous consequence it could be for Britain.  He has no choice but to be all in. If successful, Mr Cameron will go on as one of the greatest British Prime Minister in history. If fails, David Cameron will most probably have to resign and the Tories as well as Britain will have to take the blame for a possible breakdown of the European Union.

Historically, British relationship with Europe has been a case of love and hate. Yes, British people love to go on holiday to mainland Europe. We love many aspects of their culture and food, not to mention the weather and the extraordinary beaches and ski resorts. In fact, over 1.5 million Britons left the UK to leave in continental Europe, and who would blame them? Nevertheless, hostility, has for centuries kept Britain’s view of Europe one of skepticism.

In a couple of Month Britain will vote on a referendum to decide the future of its EU membership. The decision to leave or to remain will have a profound impact on the future of the country. Like the Scottish referendum, it will be hard to see beyond the campaign of information and misinformation promoted by both sides of the argument. Euro sceptics such as Nigel Farage, promote the idea that if we vote to stay, Britain will lose its sovereignty and its control over the borders. But, how much of it is really true and how much is just inconsequent nationalism? We live in a globalised world where no country has total control of their economic affairs. The world’s economy is interconnected and has no borders. We know how a default in Argentina or a broken bank in the US can take the whole world to a rollercoaster ride. We have just paid £1 billion pounds to HSBC to keep their headquarters in London, and Google has agreed to pay only £130 million pound in tax for the past 10 years which the labour leader Jeremy Corbyn, claimed to be only 3% of what Google supposed to pay. The British Government also failed to stop the invasion of cheap steel from China that is hurting the British steel industry.

The immigration question is an issue, but how much of the problem is really down to the EU membership? Mr Farage claim that 450 million Europeans can freely come to live in the UK is true to some extent though it is a very unrealistic assumption. Moreover, we haven’t been invaded by millions of Bulgarians and Romanians as predicted by Mr Farage when both countries entered the EU. On the other hand, Britain has big communities of Chinese, Australians, Pakistanis, Brazilians, South Africans and Indians for instance, and none of these countries belong to the European Union. So, is it a problem caused by the EU or is it a problem caused by our own Parliament? There is no doubt that immigration is a big issue for Britain, but it should not be the center of our decision to whether we should remain or leave the EU.

My biggest worry has nothing to do with the economy, immigration or sovereignty questions. My biggest fear is regarding the possible breaking down of the EU and its implications to the world if we decide to leave. If that happens, we will not be safe. A collapse of the European Union would be a disaster for the whole world and that is something even the most nationalist and EU sceptics must consider. The Euro crisis of the past years may have some lessons to teach us. The question of Greece caused great turbulence in the world’s economy and at the end, neither the EU or the World could afford the risk to let Greece leave the Union. In the case of Britain, the decision will not be in the hands of politicians. The Britons will make the decision. If the EU could not afford to lose a small, broken country like Greece, imagine the risks involving the exit of Britain from the EU could bring? One may argue that Greece was a special case because it’s in the Euro zone, but the reaction of the global financial market to a British exit is totally unpredictable. David Cameron may have gambled with the Greek case in mind thinking, if they can’t afford to lose Greece, surely they will agree anything we want to make sure we stay in. What Mr Cameron may not have thought is that the EU also realised that Britain has much more to lose than Greece. That is why the impasse between Britain and the EU looks increasingly more like a case of mutual assured destruction. Like the nuclear dead-lock between the US and the USSR during the Cold War, none of the two could afford to make a preemptive attack because of the mutual assured destruction. Deterrence worked well for the nuclear case and there were never, of course, any referendum during the cold war to decide whether to attack an enemy with the capability to destroy any attacker in the process. It would be ludicrous. The referendum over the EU might be a similar case where neither the EU or the UK have the capability to let the other one down without the risk of possible self destruction in the process.

But the worst is not even that. What will probably decide my vote on the referendum is the main reason for the creation of the European Union in the first place, which in my opinion still stands. The EU were primarily created to stop destructive wars in Europe. Therefore, we should never dismiss the possibility of war in Europe from happening again. We may not be able to stop far right groups from getting into power again if the EU falls apart. Nazi and fascist groups still operating underground all over Europe and if they have any opportunity to rise to power again, they will. The new and young generation of Europe may not believe European countries can go to war against each other again, but we should remember that World War I was supposed to be the war to end all wars. Nevertheless, we had the second World War and the Cold War after that. Moreover, like today, nobody really believed in another World War in 1939. So, we should never underestimate this possibility especially, if the EU collapses causing widespread economic depression with European countries going their own way. We must understand that Europe is safer if tied together in an Union like the EU. It’s worked well so far and should continue to work as long as European countries stay tied together. Although, Britain is not considered a historic hostile country towards Europe, it cannot refuse the fact that its position in the EU today is very important for the maintenance of the balance of power in Europe. The decision to leave, can start a disastrous process for Europe and indeed for Britain and for the whole world.

On the other hand, stay in the EU should not mean Britain has to accept the current structure of the European Union. The EU is politically and economically unbalanced and David Cameron is totally right to seek and to promote changes in the EU. It will also be easier to do these necessary changes and to fight for a fairer Europe if Britain stays in. If that is the case, Britain must make efforts to develop a better relationship with the rest of Europe. A better relationship with European countries is a matter of national security for Britain and indeed a positive step towards a more independent UK . However the way Britons decide to vote, we must remember that immigration and benefits are not, and should not be, the main arguments for Britain to remain or leave the EU. We should consider first, some deeper and much more important facts that has not yet hit the mainstream media debates, before we make our decision. It’s absolutely crucial that Britons have clearly in their minds that we will not be voting only in our behalf, but on behalf of the whole Europe. The British vote will decide the future of Europe. That’s why it’s so crucial to get it right. We must not only think about what is best for Britain, but what is best for all Europeans.

 

Análise: Mark Manson e a Carta Aberta ao Brasil

By: Michaell Lange,

London, 14/02/16 –

Uma carta de um gringo chamado Mark Manson intitulada “Carta aberta ao Brasil”, circulou pelas redes esta semana e criou um certo rebuliço junto a algumas comunidades da rede. Os motivos que me levaram a escrever um artigo sobre a carta de Manson são um tanto confusos. Concordo com muito do que foi dito por ele, inclusive ja dediquei vários artigos a um dos argumentos principais da sua carta aberta ao Brasil. A revolução do pensamento ou revolução iluminista como costumo chamar, foi o grande mérito da carta e do próprio Manson. Obviamente, discordei de algumas afirmações feitas na carta e percebi alguns equívocos que pretendo esclarecer melhor no decorrer deste artigo. Deixo claro que minhas observações foram feitas de um ponto de vista pessoal, fundadas na minha visão e baseadas em minhas próprias experiências. Por tanto, não se surpreenda caso discorde dos argumentos que pretendo apresentar abaixo. Dependendo de onde você mora no Brasil e suas experiências, ha grandes chances que a sua visão de Brasil sejam diferentes das minhas.

Quando Manson afirma que o problema do Brasil é o próprio Brasileiro, ele não esta totalmente errado. Afinal de contas, os problemas de toda a humanidade não foram criados por outra criatura se não pelo próprio ser humano. Também concordo que essa afirmação deve ter ofendido um bom punhado de Brasileiros mas, esse sentimento de ofendido, principalmente quando é perpetrado por um gringo, não é totalmente culpa do Brasileiro. A afirmação em si não me ofende pois, como ja havia dito, concordo, mesmo que em parte, que a culpa seja mesmo de todos nós Brasileiros. Mas, quando digo que a culpa do Brasileiro é apenas parcial, é porque acredito que um povo pode ser, como todos os outros povos do planeta, extremamente influenciados a pensar de uma certa forma, seguindo uma certa linha de pensamentos impostos por forças externas e internas, como uma doutrina ou pelo meio em que as pessoas vivem. Isso pode ser chamado também de, mentalidade. Essa mentalidade pode ser moldada pela cultura e vice-versa. Manson, também acerta quando se refere a cultura Brasileira. Mas, a cultura Brasileira, como todas as culturas ao redor do planeta, não é algo novo ou algo que não esteja em processo de desenvolvimento constante. A cultura é algo que muda o tempo todo, influenciada pelas mudanças sociais, pelas características do povo juntamente com a sua carga genética e histórica. Isso foi, infelizmente, ignorado por Manson. Particularmente, acho um equívoco comparar culturas. Acredito que devemos apenas apreciar nossas diferenças e absorver culturas com a devida dose de tolerância. Ser diferente nem sempre precisa ser um problema. É importante considerar por exemplo, que uma cultura de origens Anglo-Saxônicas terá um comportamento diferente de uma cultura com origens Latinas. Uma forma de observar melhor estas diferenças esta na forma como o Brasileiro é em sua natureza de ser e viver. A cultura Brasileira, salvo as influencias Africanas mais recentes, divide muito mais similaridades com Italianos, Espanhóis e Portugueses porque a origem de todas estas culturas é Latina. O mesmo ocorre com os Alemães, Ingleses e Holandeses cuja origem das suas culturas são Anglo-Saxônicas. Por tanto, é um equivoco esperar que um latino, ou seja, um Italiano, Espanhol, Português ou Brasileiro, tenham comportamento frio, extremamente individualista e não familiar. Ao mesmo tempo, seria um equivoco esperar que Alemães e ingleses fossem calorosos, extrovertidos e familiares como nós, latinos, somos.

Manson, tentou citar um exemplo para demonstrar a forma desonesta como os Brasileiros costumam se comportar. No exemplo citado por Manson, ele simula um grupo de amigos seguindo em um carro quando de repente, batem em outro carro quebrando o retrovisor do carro estacionado. O motorista resolve não parar, ja que ninguém além de seus amigos, havia testemunhado o ocorrido. Manson pergunta quem dos amigos teria coragem de entregar o amigo condutor do carro pelo acidente ocorrido na noite anterior. Manson acredita que a maioria dos Brasileiros não entregariam o amigo. Mas, o exemplo citado por Manson tem dois problemas. Primeiro, a mesma situação em outros países do mundo teria provavelmente, o mesmo final, principalmente se o grupo de amigos fossem adolescentes voltando de uma festa. Mas, pessoalmente conheço vários Brasileiros, incluindo eu, além de amigos de vários países, que imediatamente teriam feito o motorista parar o carro e resolver o problema ali mesmo na hora, ou no mínimo deixaria um bilhete no para-brisas do carro com um telefone de contato e um resumo explicando o ocorrido. Eu mesmo ja fiz isso antes quando sem querer, danifiquei uma bicicleta que estava acorrentada a um poste próximo do local que eu estava estacionando o carro. Deixei um bilhete, a menina me ligou me falando o valor do prejuízo e paguei a dívida. Um outro amigo meu teve seu carro danificado em frente a sua casa aqui em Londres e teve que arcar com o prejuízo.  Obviamente, também conheço muita gente que protegeria o amigo da enrascada e deixariam o dono do outro carro arcar com a injustiça. A questão moral desse exemplo esta mais ligada a natureza humana do que com a mentalidade desonesta do Brasileiro.

Manson afirma que, “nos países desenvolvidos o senso de justiça e responsabilidade é mais importante que qualquer indivíduo”. Isso é outro equívoco porque o senso de justiça e responsabilidade em que Manson se refere é muito subjetiva. O Americano por exemplo, criou uma idéia de “national security” ou segurança nacional, que exclui todo o senso de justiça e responsabilidade relacionado ao resto do mundo. Quando a sua segurança nacional esta ameaçada, todos os tipos de atrocidades, guerras, irresponsabilidades e injustiças, são justificadas. É importante lembrar que para o governo Americano, a simples existência de outras nações é uma ameaça a sua segurança nacional. Por tanto, o senso de responsabilidade do Americano nesse caso, é reservado a comunidade em que ele vive, ignorando aqueles que não fazem parte do seu ciclo ou seja, quem não é Americano. Os Alemães, Gregos e Italianos, por outro lado, tem demonstrado um senso de responsabilidade e justiça muito mais honesto, moral, apurado e abrangente no que se refere as suas respostas a maior crise humanitária de refugiados desde o final da segunda guerra mundial. Porém, Manson acerta em cheio quando afirma que o senso de responsabilidade do Brasileiro se limita a sua família e seu ciclo de amizades. Isso também ocorre em outros países, mas no Brasil essa premissa parece ser mais evidente.

O Brasileiro não é um povo egoísta Sr Manson. O ser humano é! É extremamente errôneo acreditar que o Brasileiro é egoísta porque é capaz de prejudicar outro Brasileiro para beneficiar sua família. É um pensamento contraditório pois, essa regra esta na base de toda sociedade capitalista liberal, que domina o mundo hoje. Quando conseguimos fazer um comprador trocar o fornecedor do seu produto, você esta inevitavelmente, prejudicando a família do vendedor que perdeu o cliente. Quando uma empresa vence uma licitação, todas as famílias que dependem das empresas perdedoras, serão prejudicadas. Quando o super-mercado coloca o preço do pão a R$0,1 centavo para quebrar as padarias próximas ao super-mercado e consequentemente comprometer a vida das famílias dos donos das padarias, isso não é egoísmo, mas sim, uma lei (cruel) de marcado, que é a base da sociedade em que vivemos hoje. Manson, fala que altruísmo é “abrir mão dos próprios interesses para beneficiar um estranho se for para o bem da sociedade como um todo”. Ironicamente, esse conceito fecha com o conceito da sociedade Comunista, ou seja, quando as pessoas abrem mão dos seus interesses em detrimento do bem comum (comum-ismo), e vai contra o conceito de capitalismo, onde os interesses pessoais estão acima dos interesses e do bem estar social das outras pessoas. A própria Margaret Thatcher afirmou que a “sociedade não existe, o que existe são famílias e indivíduos” disse ela. É ainda mais irônico o fato de que esse altruísmo é algo muito raro em países desenvolvidos onde a competitividade e o senso de obrigação despejado sobre o cidadão em ser melhor que o outro, é ensinado para crianças ja nos primeiros anos de escola. O stress que as crianças e os jovens de países desenvolvidos como os EUA e o Reino Unido são sujeitos pela preocupação de não se tornarem um “loser” ou perdedor, é ao meu ver, um ato criminoso. A felicidade deixou de ser prioridade nestes países. A prioridade é ter sucesso financeiro. Mas, essa idéia é trágica e pessoalmente, não acredito que deve ser seguida. O sucesso de um país não pode ser medido pelo seu PIB, mas sim pela capacidade do seu povo de alcançar a felicidade e ser feliz, e isso não necessariamente, envolve ser rico ou pobre porque a felicidade não depende destes dois estados.

A questão da vaidade, levantada por Manson, foi apenas um erro de tradução, assim acredito. De fato, a tradução exata da palavra vaidade, é a mesma. Porém, os significados são diferentes. A vaidade do povo Brasileiro se refere a se vestir bem. Tem a ver com higiene pessoal, roupa limpa, cabelo bem arrumado e limpo. Tem a ver com estar cheiroso/a e de aparência limpa. A vaidade para o Americano e para o Britânico, tem a ver com soberba, egocentrismo, querer ser importante. Por isso, ser vaidoso nos EUA e no Reino Unido é algo negativo e no Brasil não. Mas, mesmo sendo considerado um insulto, a vaidade, no conceito negativo dos Norte Americanos e Britânicos, esta em todas as partes, seja nos monumentos colossais, na aparência e na forma artificial de ser das pessoas, e em quase tudo que envolve o mundo Hollywood. E isso não explica porque os Brasileiros ricos não se importam em pagar três vezes mais por uma roupa de grife. Na verdade, o rico Brasileiro não é diferente dos ricos de outros países. De fato, os ricos Brasileiros são inspirados pelos ricos Americanos e Britânicos. Além disso, quem paga até três vezes mais por uma roupa de grife, não é o Brasileiro rico, mas sim, o Brasileiro pobre. E isso não tem nada a ver com vaidade. Isso tem a ver com segurança. Meu avô costumava a dizer; “se você tem dinheiro, ande como queira. Se você não tem dinheiro, ande de terno e gravata”. De terno e gravata, as pessoas lhe tratam bem, você é bem recebido em todo lugar mesmo sem ter um “puto” no bolso. A polícia militar não para você, não revista, não da tapa na cara. É triste, mas é uma realidade de quem vive em “survival mode” numa selva de pedra como o Brasil. O Brasileiro rico vai para Miami e compra tudo por um terço do preço que seria no Brasil.

O Sr Manson disse que muitos gringos acham os Brasileiros preguiçosos. Aqui, me parece novamente, mais um erro de tradução e significado. Pelo menos em Londres, o Brasileiro é, junto aos Poloneses, os trabalhadores mais procurados pelos empregadores por conta da sua vontade de trabalhar. Brasileiro não chega atrasado, não perde dia de serviço e não se importa de fazer hora extra. Mas, não é totalmente errado dizer que o Brasileiro trabalha apenas o necessário. Talvez ai esteja a confusão de conceitos. O Brasileiro da valor ao seu tempo livre, não abre mão do lazer, nem que seja apenas para assistir novela. Férias na praia é quase uma obrigação, e o mundo pode estar em guerra que o carnaval não é cancelado. Nada disso faz parte do problema que Manson procurou expressar na sua carta. Por outro lado, nos EUA, tirar férias é quase uma vergonha. As pessoas tem medo de tirar férias e serem mal vistos pelos chefes ou perder a posição na empresa ou perder a chance de ser promovido. Acho que nesse caso, Americanos e Brasileiros tem algumas lições para ensinar um para o outro. Mais uma vez, vale salientar que o sucesso financeiro, prioridade nos EUA, não é sinônimo de felicidade. Seria bom ter os dois, mas um, necessariamente precisa anular o outro. Essa me parece ser apenas mais uma questão cultural. Por exemplo: O Italiano trabalha 4 dias da semana, folgando na Quarta Feira, e nos dias que trabalha, cumpre a “sesta” ou seja, dorme do meio dia as 15hs, e ninguém acha o Italiano um povo malandro. O Finlandês tem uma carga horária de 6 hs diárias, mas nem por isso é visto como um povo malandro. O Brasileiro é de modo geral, pobre e sub-desenvolvido, mas trabalha 6 dias por semana, de 10 a 15hs por dia. Mas, quando tira férias pra pular carnaval, é considerado um povo preguiçoso, muitas vezes pelo próprio brasileiros.

O Brasileiro também é, em muitos casos, um povo mais flexível. Mas mesmo isso se limita a casos. Chegue atrasado ao trabalho por exemplo e as chances de você perder o emprego são altas. Mas, chegar atrasado para encontro de amigos não é um problema tão grave. No Reino Unido, você liga para seu chefe as 8:00hs da manhã para avisar que você não esta se sentindo bem e que ficara em casa e ele dirá, obrigado por ter ligado. Mas, chegar atrasado de modo geral é algo mal visto. O Brasileiro leva isso numa boa e na maioria dos casos, não é algo muito sério. Manson diz que o Brasileiro pune os bem sucedidos e “recompensa quem falhou ou esta fazendo algo errado”. Na verdade, essa é uma visão bem anglo-saxônica. O Brasileiro não pune os bem sucedidos. O problema é que o Brasileiro não tem oportunidades. Eu vivo em Londres a 13 anos e conheço boa parte da Europa e dos Europeus, e posso afirmar com certa convicção que o Brasileiro é um dos povos mais empreendedores do mundo. Todo Brasileiro que eu conheço sonha em ter o próprio negócio, nem que seja um carrinho de cachorro quente. O problema do Brasil são oportunidades e as oportunidades que existem são, de uma forma ou de outra, reservadas para “os escolhidos”. Mesmo que eventualmente alguém consiga chegar ao topo vindo la de baixo, a barreira que separa os “escolhidos” dos “não escolhidos” é monumental. Não basta ter talento, você depende de quem são seus amigos, de onde você mora e da cor da sua pele. Nos EUA se você tem talento, indiferente de onde você veio, a vida esta praticamente ganha para você, porque as oportunidades estão la a sua espera. A afirmação de Manson de que recompensamos quem falha e punimos os bem sucedidos, seria mais justa se as condições de oportunidades no Brasil fossem semelhantes as encontradas nos EUA. Isso é tão verdade, que a maioria dos Brasileiros que vão morar nos EUA, costumavam ser desempregados no Brasil e depois de apenas 1 ou 2 anos morando nos EUA, mesmo ilegalmente, ja estão criando emprego no Brasil com investimentos feitos com dinheiro ganho nos EUA. Os exemplos são inúmeros. Mas, Manson afirma que punir o bem sucedido faz o Brasileiro criar uma sociedade que “acredita que a única forma de se dar bem é traindo, mentindo, sendo corrupto…”. Isso também é muito subjetivo. Toda sociedade, principalmente as capitalistas liberais, são corruptas, as pessoas mentem e traem. Por isso, esse problema também não é algo que faz do Brasil o país que é.

A repercução da carta de Manson nas redes sociais também evidenciou um outro problema sério do povo Brasileiro. Continuamos profundamente, sendo afetados pela “síndrome do CCE”. A síndrome do CCE é aquela cujo o Brasileiro não da valor ao que vem da terra e assume que tudo que vem de fora é, inevitavelmente, melhor. Nem sempre isso é correto. Confesso que ja escrevi 3 ou 4 artigos falando sobre os mesmos argumentos apresentados por Mark Manson, mas nenhum deles teve nem de longe, tamanha repercução. Não que eu seja um escritor de muito talento. É apenas no fato de que seus argumentos são muito semelhantes aos meus, mas por ter vindo de fora, as portas se abriram mais largamente. Mas, o importante aqui é que o Brasileiro leia e absorva estas idéias porque agora mais do que nunca, acredito que não sou o único a acreditar que o Brasileiro precisa mudar suas atitudes para poder mudar o Brasil. Eu costumo dizer que o Brasileiro precisa ser o Brasil que ele deseja viver. Não basta desejar um Brasil sem corrupção. O Brasileiro precisa deixar de ser corrupto. Não basta querer um Brasil mais justo. É preciso ser um Brasileiro mais justo. O Brasil não é feito apenas pelo governo. O Brasil é feito pelo conjunto das atitudes diárias de cada Brasileiro. No momento em que mudarmos nossas atitudes, o Brasil muda junto com a gente.

A carta aberta ao Brasil, escrita por Manson, não deixa de ser mais um documento importante que relata a necessidade e a importância do momento para o Brasileiro introduzir estas mudanças. A revolução pessoal, proposta por Manson, é o grande triunfo desta carta e por isso, apesar das minhas ressalvas, continuo indicando essa leitura a todos os Brasileiros. A revolução pessoal é a chave para um futuro mais justo e digno para todos, e para que isso aconteça, você precisa ignorar o que os outros estão fazendo. Faça você a coisa certa, mesmo que você seja alvo de piadas. No final, os bons exemplos irão prevalecer. Não espere pelo governo, ele nunca ira nos ajudar. A mudança precisa partir de baixo para cima. E acima de tudo, não precisamos deixar de ser um povo acolhedor e quente, para que sejamos uma sociedade mais justa. Não precisamos ser mais parecidos com Norte Americanos e Europeus para sermos melhores. Na verdade, podemos ser melhores do que eles, basta que nossas atitudes com relação aos outros seja mais justa e honesta.

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“Uma carta aberta ao Brasil” por: Mark Manson

Uma Carta Aberta ao Brasil